A assistente social Fernanda Almeida da Silva é responsável pela triagem e encaminhamento dos pacientes que procuram o Grupo Renascer, que cuida pela defesa da população de homossexuais e travestis dos Campos Gerais.

Almeida é também Titular do Conselho Municipal de Assistência Social de Ponta Grossa. Ela explicacomo funciona seu trabalho “Somos responsáveis pela Assistência Social Básica, que cuida das ONGs e Entidades de Ponta Grossa”

Durante o processo de atendimento, Fernanda recebe as pessoas que precisam de ajuda médica, psicológica, jurídica ou de perícia. Mas a Assistente Social não atende apenas o público que se encaixa a Entidade. “Qualquer pessoa que venha aqui precisando de auxílio, eu atendo. Cuidamos, por exemplo, de profissionais do sexo em nosso programa realizado pelas funcionárias que trabalham como agentes multiplicadoras, oferecemos essa triagem para a população”, afirma.

Há ainda a busca realizada por mulheres que sofreram algum tipo de violência doméstica ou precisam de algum atendimento psicológico. Em casos de necessidade jurídica, há dois advogados que realizam auxílio voluntário pra instituição. A presidente da Instituição, Débora Lee, também trabalha como voluntário. Além de Fernanda, há outra funcionária, Joyce, que é auxiliar em serviços gerais. ambas mantidas que trabalham com carteira assinada de verba mantida pela prefeitura. “Realizo o trabalho de limpeza e outros que requerem qualquer importância no local”, explica Joyce.

Duas outras integrantes do Grupo Renascer possuem trabalho mantido com a Secretaria Municipal de Saúde, como auxiliares multiplicadoras da saúde, distribuindo preservativos em locais onde garotas de programa e travestis se encontram. “O trabalho é bom, pois nos dá outras possibilidades além do trabalho na noite” explica Gláucia Boulevard, uma da agentes que possuem carteira assinada pelo Grupo.

A presidente do Renascer, Débora Lee, representa o grupo no aspecto militante para a sociedade de forma voluntária. “Já fomos levar travestis ao hospital e até mesmo cuidar de todo o funeral daquelas que não possuíam qualquer vínculo familiar para realizá-lo”, conta Lee. “O que nos importa é defender nossa classe e todos aqueles necessitam de algum encaminhamento realizado na ONG”.