Seu nome social é Débora Lee. Com 41 anos, ela mostra com sua história, como é possível superar dificuldades. Aos 11 anos seu irmão matou a mãe e se suicidou. Débora foi rejeitada pelo pai por ser homossexual e aos 13 anos foi expulsa de casa.

Passou a viver nas ruas até que uma travesti a adotou. Débora voltou para a escola durante dois meses, mas passava muita humilhação e preconceito e acabou desistindo.

Assim, começou sua vida na prostituição. Débora parou de estudar quando foi abandonada pela família, só estudou até o 3º ano do ensino fundamental.

Ela acredita e incentiva através da entidade, que completar os estudos é a saída para que as GLBTT’s tenham um futuro melhor e que possam cada vez mais ser inseridas no mercado de trabalho. Por isso, retomou os estudos com 39 anos de idade.

Militante ativista há 17 anos nas questões que envolvem GLBTT’s. Participou da fundação do Grupo Renascer de apoio aos homossexuais e é presidente da entidade desde 2006.

Em 2011, Débora entrou em um concurso estadual. Na inscrição, não era possível se inscrever com o nome social. Ela e mais 4 travestis entraram com um processo, pois elas passaram por várias mudanças para ficarem femininas e não era justo serem chamadas pelo nome de batismo.

O processo ficou parado e elas acabaram perdendo o concurso. Depois de muita luta, Débora conseguiu que as travestis pudessem se inscrever em concursos no Paraná com o nome social.

Débora luta pelas causas das GLBTT’s, muito pela sua história e pelas suas conquistas. Ela diz que muitas vezes as travestis são culpadas por estarem naquela situação, aceitando que as pessoas as deixem na margem da sociedade. Mas, muito da culpa vem da própria sociedade que não dá espaço para diálogo com as GLBTT’s.

Arquivo comunitário

14/08/2011 - Débora Lee: a luta pelo reconhecimento das travestis na sociedade