O XiV Seminário de Diversidade Sexual aconteceu no dia 17 de maio, em Ponta Grossa

Na noite de 17 de maio, para referenciar o Dia Internacional de Luta contra Homofobia, o Grupo Renascer promoveu o XIV Seminário da Diversidade Sexual. O evento foi realizado em junção com o XIII Fórum de Direitos Humanos, que tinha como tema: “Família e Religiosidade: Nós temos direito”, no Cine Teatro Ópera.

 

A mesa de discussões contou com a presença de Dom Naudal Gomes, Bispo Diocesano da Igreja Anglicana de Curitiba, da transexual Emmanuelle Zavarize, que representou a Umbanda, e do professor de História da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Edson Silva, que dialogou e abordou aspectos da família e religiosidade para a Igreja Católica.

Com o intuito de discutir os temas como família a religiosidade, os representantes das diferentes religiões foram convidados pela integrante do Grupo Renascer, Debora Lee, para proferir algumas falas a respeito desta temática para a Comunidade LGBT, estudantes e professores presentes no Seminário.

Para Silva, o representante católico da bancada, após a posse do Papa Francisco é possível observar um maior acolhimento à comunidade LGBT pela Igreja Católica.

“Nota-se uma mudança sutil, em todos os textos do Papa Francisco há uma ênfase no acolhimento. Essa mudança, por sutil que seja abre alguns caminhos de possibilidade. O último documento do Papa sobre família alerta para possibilidade da dignidade de outras formações sociais baseadas no amor”, relatou através de suas pesquisas documentais na área religiosa.

Apresentações

O vice-presidente do Grupo Renascer, Ulisses Massinhan, fez a abertura do evento. Trajado com a vestimenta de Oxum, considerada uma rainha da água doce, da prosperidade, da riqueza, da diplomacia e do amor para a Umbanda. O Coral Gay de Curitiba também se apresentou durante o evento.

Histórico

A representante do Grupo Renascer, Debora Lee, participou de forma ativa desde a criação do Seminário, em 2002. O evento começou com o intuito de reunir a população LGBT. “A iniciativa surgiu pela necessidade que tínhamos de discutir políticas públicas e reunir a sociedade civil, as instituições e os nossos gestores para ter um enfrentamento para a defesa e garantia dos direitos da nossa população LGBT”, comenta Lee.

Em 2003, o Grupo Renascer criou o Fórum de Direitos Humanos, devido as ocorrências homofóbicas enfrentadas pela comunidade LGBT na cidade. “Na época muitas travestis foram assassinadas e agredidas em Ponta Grossa. Então criamos o Fórum para nós trabalharmos os direitos da população menos favorecida”, relata Lee.

A integrante do Grupo de Estudos Territoriais, Dryca Gelinski, ressalva a importância dos estudos realizados na área para dar foco aos problemas enfrentados pela comunidade LGBT. “Participar do seminário é como uma forma de militância, para dar visibilidade e poder contribuir de alguma forma, dando um foco à comunidade LGBT”, finaliza.

Homofobia

O dia 17 de maio é o Dia Internacional de Luta contra Homofobia. Segundo as últimas pesquisas realizadas pelo Grupo Gay da Bahia, em 2015, foram 318 LGBTs assassinados em todo o território brasileiro. Em média, a cada 27 horas, uma pessoa foi assassinada em algum lugar do país.

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