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renascer1-18-05-11O Grupo Renascer reuniu integrantes e colaboradores na sede da entidade para um debate sobre os direitos dos homossexuais. A discussão foi realizada para salientar a importância do debate público na inserção de travestis na sociedade. Diversos veículos da imprensa de Ponta Grossa foram convidados, entretanto, nenhum compareceu à sede do Renascer.

Para relembrar o Dia Internacional Contra a Homofobia, o Grupo Renascer realizou nesta terça-feira, 17, um pronunciamento sobre o preconceito contra homossexuais e travestis. Entre os temas mais debatidos pelos integrantes da entidade estão as dificuldades encontradas pelos transexuais para serem aceitos pela sociedade.
 

A presidente do Renascer, Débora Lee, enfatizou a importância de debates públicos a fim de minimizar o preconceito contra os homossexuais. “A sociedade se uniu pelos nossos direitos”.

A reunião contou também com integrantes da entidade. A transexual e ex-prostituta, Fernanda Riquelme, lembrou de preconceitos que sofreu até mesmo em palestras contra a homofobia. “Já realizei palestras em uma universidade e ouvi frases preconceituosas de um aluno homofóbico”.  Fernanda Riquelme, que foi violentada por um cliente em 2009, passou dois meses em coma induzido. “Quando eu ainda estava no hospital recebi a visita do pessoal do Renascer. Eles me ajudaram a mudar de vida”.
 

O grupo tem apoio do professor do curso de Geografia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Márcio José Ornot. O geocientista participou da reunião e explicitou a pesquisa que realiza desde 2006 sobre o mapeamento dos pontos de prostituição de travestis em Ponta Grossa.

Ornot concluiu com suas análises que a prostituição de travestis é causa do preconceito e rejeição da sociedade. “A prostituição não é uma escolha, mas uma das poucas opções de sobrevivência para os travestis”.


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