altDizem que a música é a voz da alma. Paulo Roberto Salvador, de 28 anos, leva isso muito a sério, e faz da música sua vida. Nascido em Saudades do Iguaçu, já  aos nove anos de idade ganhou um violão dos pais. Desde então, nunca mais largou o instrumento.

Cantou em festivais e sempre esteve envolvido com canto e dança, em especial a tarantela italiana. Morou em várias cidades do interior do estado, como Pontal do Paraná, onde trabalhou em uma lanchonete, cantado música sertaneja.

Foi para a cidade da Lapa aos 21 anos, também se apresentando em restaurantes. Nessa época, o irmão, Pedro, foi chamado para trabalhar com artesanato em madeira no CAIC - Centro de Atendimento Integral à Criança e ao Adolescente, mas não pôde ir.

Paulo, então, tomou seu lugar. Começou a ajudar a professora do coral do CAIC e, quando ela teve de sair, assumiu a parte musical do Centro, onde ficou por três anos coordenando oficinas de música.

Paulo descobriu que, quanto mais se envolvia com música, mais deveria aprender, para poder passar seu conhecimento para os alunos. Descobriu como fazer partituras, escrever roteiros e até montou uma peça. Autodidata, aprendeu a tocar vários instrumentos.

Com o trabalho do CAIC, pôde mostrar seu material em Porto Amazonas, onde trabalhou como professor de música. “Lá era um serviço bem puxado, tive que aprender muita coisa na marra. Valeu a pena, foi um trabalho produtivo, havia estrutura”, conta.

A coordenadora do projeto de Porto Amazonas é irmã de Herbert, voluntário do Reviver, e apresentou a instituição para Paulo. Contratado como professor de música, Paulo trabalha de segunda a quinta-feira no Reviver, e toca em bares na Lapa de sexta a domingo. Além disso, fez uma participação em um dos curta-metragens do quadro “Casos e Causos”, da Revista RPC, veiculada pela Rede Globo aos domingos.

O músico conta que a satisfação de poder participar do Reviver é muito grande. “Poder ver as crianças fazendo notas perfeitas no violão, se animando, trazendo as músicas que elas querem tocar e conseguindo tocá-las é a razão do meu trabalho. Música é uma linguagem universal, que une todo tipo de gente, e isso torna o meu trabalho no Reviver muito importante”, garante.