altO grupo realiza diversas atividades com as soropositivas. Entre elas, uma comemoração do Dia Internacional da Mulher. Para as frequentadoras, eventos como este estimulam a participação nos cursos e projetos do Reviver. A entidade dá apoio a portadores de HIV há 15 anos em Ponta Grossa. A partir de agora, membros da comunidade também estão convidados a fazer cursos e oficinas na entidade.


O Dia Internacional da Mulher sempre é comemorado em grande estilo no Reviver. Anualmente, a entidade promove uma atividade especial para as frequentadoras.

Neste ano, a data foi celebrada com um almoço e um bingo, com direito a brindes bem femininos, como estojos de maquiagem . O evento foi realizado no último dia 12, sexta-feira, e contou com a presença de cerca de trinta mulheres.

A comemoração agradou Roden Olengar, que havia deixado os três filhos no berçário do Reviver e aproveitou o almoço para botar o papo em dia com as outras frequentadoras. Ela conta que, no Dia da Mulher do ano passado, elas puderam aprender técnicas de maquiagem e cuidados com o cabelo.
 
“Desta vez, a maquiagem ficou por conta das próprias mulheres”, complementa Perpétua Diniz, enquanto passa sombra nos olhos.


Ela diz que esse dia é especial, principalmente para as frequentadoras do grupo. Perpétua é portadora de HIV e toma medicamentos há sete anos.
 
Para ela, conviver com a doença é difícil, principalmente por causa das reações dos remédios. “No começo foi um baque. Depois de descobrir que tinha HIV, ainda tive que juntar forças para cuidar da minha imunidade”, relata.

A queda na imunidade predispõe o organismo do portador a algumas doenças oportunistas como gripes e infecções, que geralmente se manifestam de maneira mais agressiva no soropositivo.
 
Em 2010, o Grupo Reviver completa 15 anos em funcionamento. A entidade realiza projetos que envolvem também a família do soropositivo, além de oficinas e cursos para crianças e adultos. Mas os contemplados não são só participantes do grupo, pessoas da comunidade também estão convidadas a participar das atividades. 
 
“Queremos envolver cada vez mais pessoas no grupo, para que elas entendam o trabalho que desenvolvemos junto aos soropositivos”, afirma a presidente do Reviver, Vera Tabordaalt

altO Grupo Reviver encerrou as aulas de alfabetização para jovens e adultos antes de o curso terminar. No início eram oito matriculados, mas ao final do mês de outubro apenas duas alunas estavam frequentando assiduamente. Por esta razão, a coordenação do Programa em Ponta Grossa resolveu remanejar a professora e encerrar provisoriamente as aulas.

Rode (foto) diz que sentiu muito ter
acabado as aulas

Desde abril deste ano, o Grupo Reviver oferece o curso de alfabetização para jovens e adultos em parceria com o Programa Estadual Paraná Alfabetizado. As aulas aconteciam três vezes por semana, na sede da ONG.

A assistente social do Grupo, Cláudia Hey conta que 60% dos usuários são analfabetos funcionais, ou seja, sabem ler e escrever muito pouco. E foi a partir deste dado que a ONG resolveu abrir as portas para um Programa de alfabetização para adultos.

Entretanto, mesmo oferecendo material escolar, merenda e apoio (como vale-transporte), a procura pelas aulas foi baixa. Apenas oito pessoas, entre usuários e pessoas da comunidade fizeram a matrícula. E, ao final do mês de outubro, apenas duas alunas frequentavam as aulas.

A evasão deste Programa em Ponta Grossa é, em média, de 30%. No Grupo Reviver este número subiu para 75%.
Com este índice de desistência tornou-se inviável dar continuidade às aulas.

Maria Colaço (foto) foi a primeira aluna a se matricular no curso. Ela conta que guardou a pasta com os materiais didáticos e que espera ansiosa a vinda de um novo professor e a formação de uma nova turma. “Se precisar, eu trago pessoas de outros bairros. Eu estava aprendendo muito”, relata.

Para Rode, apesar da dificuldade na identificação de algumas letras e também com a matemática, o curso já colaborou na melhoria de seu cotidiano: “Vamos ver se o ano que vem as pessoas se animam mais. Eu senti muito ter acabado as aulas. Estava esperando a formatura”.

No início de 2010 serão convocados os usuários que tiverem interesse em fazer o curso e também haverá o convite para toda a comunidade da Vila Liane. De acordo com a coordenação do Programa Paraná Alfabetizado, assim que se forme uma nova turma eles receberão o apoio e a presença de um novo professor.alt

altDoação de centenas de quilos de alimentos, ou doação de um litro de leite.
Seja grande ou pequena, é através da solidariedade das pessoas e empresas que o Grupo Reviver consegue oferecer refeições aos participantes, doar as cestas básicas aos mais carentes e alimentar as crianças da creche.

Nestor Ramiro de Assis (foto) conta que o Grupo recebe 100 frangos todos os meses de uma fábrica da cidade.
Em média 67 famílias recebem as cestas básicas. Às vezes mais.

Os números de consumo de alimentos dentro do Grupo Reviver representam bem o quanto a ONG necessita de doações. Segundo Vera Regina Taborda, presidente da instituição, só na creche são consumidos por dia 5 quilos de açúcar e mais de 10 litros de leite. 

Em um mês, considerando que o Grupo funciona de segunda a sexta, seriam em média 120 quilos de açúcar e 240 litros de leite. Isso sem falar das 67 cestas básicas distribuídas às famílias mais carentes que participam das atividades do Grupo e do café, almoço e lanche oferecido às crianças e demais participantes todos os dias.

No último sábado, dia 7, os usuários e a diretoria foram a um supermercado da cidade participar do Sábado Solidário, onde o estabelecimento abre suas portas para que a entidade aborde os clientes e peça doações.

Pessoa por pessoa, das 8:30 às 19:30 horas, os pedidos foram sendo feitos. Pelo menos dois mil clientes foram abordados e os 400 quilos de alimentos arrecadados ajudaram a encher a dispensa do Reviver.

Na terça-feira dessa semana, 233 caixas de leite chegaram à ONG, vindas dos funcionários de uma empresa da região, através de uma gincana realizada na firma, onde uma das provas era a arrecadação de leite.  É garantia de leite por pelo menos mais um mês na creche.

De acordo com Nestor Ramiro de Assis, funcionário responsável por montar as cestas básicas, mesmo com as últimas doações, ainda faltam alguns alimentos. “Ainda falta fubá, quirera, farinha de milho e açúcar. O complicado de estar faltando é que tem pessoas cuja única fonte de alimento são essas farinhas,” explica. 

A presidente conta que, quando a situação aperta, eles ligam atrás dos amigos do Grupo, e às vezes tiram do próprio bolso. Todo esforço é feito para que não falte o alimento na dispensa, na mesa e na barriga das crianças e adultos que dependem disto para viver.

 

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Durante toda a XVIII Semana de Estudos da Comunicação, o pátio do campus central da UEPG tornou-se palco para apresentações culturais. Na quarta-feira, dia 28, foi o momento em que as crianças e adolescentes do Projeto Pintando o Sete, do Grupo Reviver, se apresentaram. Com duas canções, muita alegria e brilho nos olhos, os jovens cantores deixaram a platéia emocionada.

altA comunidade compareceu em peso na Tarde do Pastel no Grupo Reviver e ajudou a ONG a manter seus usuários. Foram vendidos mais de 250 pastéis na última hora. Antecipadamente, a Associação já tinha conseguido vender 1255 vales-pastéis. De carne e feitos pelas quatro legionárias da Igreja Perpétuo Socorro, as quais também doaram os mantimentos, os pastéis foram vendidos aos amigos e parceiros do Reviver.  


Quem pensa que a “crise mundial” afetou apenas as grandes corporações está completamente equivocado. Muitas ONGs estão procurando saídas alternativas às doações, escassas atualmente.

O Grupo Reviver realizou no último dia 17 a Tarde do Pastel. O evento aconteceu na sede da Associação, na Vila Liane. De acordo com a direção da ONG, nem a chuva atrapalhou o sucesso. “A comunidade e os amigos atenderam nosso pedido”, comenta animada a presidente do Reviver, Vera Regina Taborda (foto abaixo).

Reviver2-25-10-09.jpgAs legionárias da Igreja Perpétuo Socorro colaboraram com a doação dos mantimentos e também confeccionaram os 1500 pastéis de carne.

Inicialmente, o Grupo vendeu 1255 vales. Mas, na hora, foram vendidos todos os pastéis. Com isso, o Reviver arrecadou 1.500 reais, que serão revertidos em alimentos.

Ronaldo Silva, auxiliar administrativo da ONG conta que estavam com falta de alguns mantimentos como açúcar, óleo e carne, principalmente. Ele explica que este dinheiro também irá auxiliar em despesas extras como vales-transportes para os usuários.

A presidente da Associação comenta que pretendem realizar mais eventos como este para garantir o orçamento. De acordo com ela, a ONG recebe 12 mil reais por mês da Fundação Municipal Proamor de Assistência ao Menor, que servem para cobrir a folha de pagamento e pagar contas como água, luz e telefone. Para a alimentação, é preciso encontrar outras soluções.

Diariamente o Reviver recebe usuários, filhos de usuários e crianças da comunidade para atividades, e é necessário oferecer café da manhã, almoço e café da tarde.  Além disso, a Associação oferece vale-transporte e auxílios como cesta básica aos usuários mais carentes.alt