altDo total de pessoas atendidas, mais de 50 são crianças e adolescentes de zero a 15 anos, algumas soropositivas, outras que não foram vitimadas pela chamada “transmissão vertical” – quando o vírus é transmitido no útero da mãe ou durante o parto. Com elas, as atividades são realizadas no contraturno escolar. Se estudam pela manhã, vão ao Grupo à tarde e vice-versa.


Vera Regina Taborda, diretora da entidade, deixa claro que a intenção do grupo não é substituir a escola. “O Reviver não é uma escola para as crianças, é uma casa de convivência”, afirma, destacando a importância de que elas estejam matriculadas em escolas regulares.

reviverreportagem5.jpgVera conta também que o local possui uma boa estrutura para cuidar das crianças. “A maioria das famílias vem de classes baixas e não possui todas as condições adequadas para cuidar das crianças. Talvez em casa as crianças não seriam tão bem cuidadas como são aqui”, conclui.

A estrutura destinada às crianças conta com parque, refeitório, quadra de esportes e salas onde se desenvolvem as atividades: aulas de violão, teatro, informática, e origami.

altPara Juliana Rosa, professora do grupo, as dobraduras são atividades importantes, pois “auxiliam no desenvolvimento da coordenação motora e na saúde mental das crianças”. As oficinas de origami acontecem duas vezes por semana, com turmas de aproximadamente dez alunos.

Mariana Guerra, terapeuta ocupacional, vê neste tipo de atividade uma forma eficaz de desenvolvimento na infância. “Dobraduras de papel trabalham tanto a precisão como o lazer despreocupado, necessário às crianças, ensina regras geométricas e, de quebra, têm um custo baixíssimo”, analisa.

Para esta e outras atividades, atualmente o Reviver conta com seis professores, entre voluntários e contratados. O programa foi possível graças à parceria do grupo com o projeto Roda Pião, da Prefeitura Municipal.

No momento, as aulas de origami estão sendo utilizadas para produzir a decoração de Natal do Reviver.

altA peça de teatro “Quero viver de dia”, montada e interpretada por três voluntárias do Grupo Renascer, tem o objetivo de mostrar ao público um pouco do universo transexual e traz informações sobre a realidade cotidiana dessa minoria.