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A polêmica em torno da construção do aterro da Ponta Grossa Ambiental (PGA) sai do âmbito da cidade e chega até a Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Paraná, que convocou uma audiência pública para esclarecer algumas questões sobre o empreendimento. A reunião aconteceu na Câmara Municipal de Ponta Grossa no último dia 28.

 

Estiveram presentes à sessão movimentos ambientalistas, deputados  e representantes da PGA, do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) e do IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais).

Segundo o geólogo da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Mário Sérgio de Melo, a audiência serviu para trazer ao conhecimento da população todos os problemas e acontecimentos que envolvem o aterro.

Melo acredita que a proximidade da obra com o pátio da empresa responsável pelo transporte ferroviário da cidade, a América Latina Logística (ALL), pode favorecer a vinda do lixo de Curitiba para o aterro.

O diretor da PGA, Marcus Borsato, revela que tem sim interesse em abrigar o lixo de outras cidades vizinhas, mas em longo prazo. Segundo ele, isso só pode ser decidido quando a obra estiver concluída.

De acordo com Borsato, o fato de a obra estar perto da ALL não influenciou na escolha do local. “Outros terrenos foram analisados, mas o da  Fazenda São Jorge é o  único indicado para a construção”, afirma.

aterro2-09-11-09.jpgO deputado estadual Péricles de Mello (na foto, à direita) declarou ser contrário à instalação do aterro no local escolhido, que é uma área de preservação ambiental. Péricles revelou que essa questão da escolha de um novo local deve ser decidida aqui na cidade. Caso contrário, ele pretende recorrer ao governador do Estado, Roberto Requião. 

A procuradora do IBAMA, Rita de Cássia, enfatizou o embargo da construção do aterro e declarou que, enquanto não houver concordância e entendimento entre ambientalistas e empreendedor, a obra ficará parada.

De acordo com a procuradora, todos os termos técnicos a respeito do aterro devem ser esclarecidos e aceitos pela população antes de o projeto ser retomado.

 

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