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altNo dia 1 de outubro é comemorado o dia mundial do vegetarianismo e tem inicio, também, a semana internacional do vegetarianismo.

 

Em Ponta Grossa, o Grupo Fauna de proteção aos animais realizou, na última sexta-feira, 2 de outubro, uma oficina para formação de voluntários e militantes ambientalistas. A oficina contou com a participação de 18 pessoas, entre voluntários e interessados.

A importância de se conscientizar para dieta vegetariana é o que faz com que se comemore a semana do vegetarianismo. Segundo o Guia Vegano,(http://www.guiavegano.com.br/vegan/o-que-e-2) “vários relatórios têm demonstrado a contribuição significativa das dietas baseadas em animais para o aumento do aquecimento global, sendo essencial considerar uma mudança nas dietas como prioridade mundial”.

Com esta ideia em mente, o Grupo Fauna ofereceu na sexta-feira, às 19 horas, uma oficina para apresentar o seu trabalho a novos interessados e fortalecer a luta em prol do meio ambiente. As voluntárias  Andressa Jacobs e Isabelle Futerko afirmam que é importante divulgar a “Libertação Animal” para o maior número possível de pessoas. E este é o intuito de se buscar mais voluntários para o Grupo.

A dinâmica que iniciou a oficina foi chamada de “Dinâmica do Barbante” (foto), Segundo Isabelle, “ao jogar o barbante para cada pessoa se apresentar, vai se formando uma teia e, se alguém soltar sua ponta do barbante, a teia toda se desmancha. Isso mostra a importância do trabalho em grupo”.

Após a apresentação de todos que ali estavam,  iniciou-se então uma outra dinâmica: foram separados quatro grupos, sendo que três deles com quatro pessoas e um com três. Cada grupo deveria discutir um problema que fez com que as pessoas chegassem até esta oficina. Depois deveria relatar aos demais presentes, para que uma tabela fosse preenchida por Isabelle.

O grupo que era encabeçado pela voluntária Renata Iurk listou como um dos maiores problemas a alienação das pessoas em relação às questões ambientais. “Falta consciência sobre tudo, além do problema do modelo de produção de carne”, relatou Renata.

O segundo grupo a falar era encabeçado por Karina Medaglia e, para seus membros, o problema citado foi a degradação ambiental. “Faltam políticas públicas eficientes”, comentaram para o restante da sala.

Já o grupo três apontou o número de animais nas ruas e a inércia do poder público, que não faz nada.  A voluntária Silvia Zilnyk,  apoiada por seu grupo, afirmou ainda que falta uma política educacional para este assunto.

E o quarto grupo expôs, na voz de Ana Gilgen, estudante de engenharia de alimentos, que, a falta de conscientização e o ponto de vista humano em relação à vida animal “são os maiores problemas para as ONGs ambientalistas”.

Após o relato dos problemas, cada grupo pensou na origem dos mesmos e a melhor solução, tudo em um clima descontraído de troca de idéias. “A intenção deste trabalho é esta mesmo, fazer com que todos participem e se sintam a vontade, senão viraria um aulão”, afirmou Andressa Jacobs, que junto à Isabelle, eram as coordenadoras da oficina.

Quando todos já estavam familiarizados com causas ambientais e compreendendo o motivo porque estavam ali, Andressa deu inicio à apresentação do Grupo Fauna, através de slides e fala sobre as ações desenvolvidas.


Na oficina de formação de novos voluntários, Andressa passou todo o histórico e as maiores causas encampadas pelo Grupo até os dias de hoje.  Segundo ela, a maior é a questão do Aterro Sanitário privado em local inadequado, que está sendo construído em Ponta Grossa.

Karina, Isabelle e Silvia disseram que o Grupo Fauna surgiu em 1998. Foi através do encontro de  pessoas interessadas em uma causa comum. Na época, Isabelle Futerko, Karina Medaglia e outras voluntárias lutaram para que a carrocinha não fosse implantada em Ponta Grossa.

Segundo a administração pública de época, os cães seriam recolhidos e, se não fossem adotados em 3 semanas, seriam mortos. Foi daí que surgiu o Grupo e, com ele, a conquista da lei  9.019, que:

“Altera e atualiza a legislação que dispõe sobre o controle e os cuidados com as populações animais, bem como sobre a prevenção e controle de zoonoses no Município de Ponta Grossa e dá outras providências”.

Quando questionadas por participantes da oficina, as coordenadoras explicaram que, hoje em dia, o Fauna tem importante atuação na cidade com membros no Conselho Municipal de Saúde e no Conselho de Meio Ambiente. Participa também de comissões e Grupos de Trabalhos, atuando no controle social em defesa dos direitos dos animais e ambientais.

Seus membros fazem frente ainda nas Conferências Municipais, Regionais, Estaduais e Federais, onde as necessidades da população são ouvidas. Nestas ocasiões, levam a causa animal e ambiental. Aão as estas formas de luta encontradas pelo Grupo.

Depois do relato da história, as coordenadoras falaram sobre a causa contra o abate dos Javaporcos no Parque estadual de Vila Velha e sobre a ação contra o Aterro Sanitário em local inadequado, que tem custado ao grupo também embates no campo jurídico.

Por fim, a voluntária Renata Iurk (foto) leu um poema. Os participantes conheceram os produtos do Grupo, como camisetas, bottons e panfletos, assinaram a lista de presença e foi feita a foto dos novos voluntários e militantes ambientalistas do Grupo Fauna.

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