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altApresentação do novo empreendimento
gera discussão entre os presentes

 

Professor da UEPG aponta erros sobre a implantação do novo aterro

Conselheiros do Comdema questionam ausência do Instituto Ambiental do Paraná
    Surpresa na última reunião ordinária do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema): casa cheia e IAP ausente. A apresentação da construção do novo aterro sanitário pela Ponta Grossa Ambiental foi contestada por professores e alunos da UEPG, além do Grupo Fauna.
A reunião, que teve inicio com lotação máxima do plenário, terminou quatro horas depois, com os participantes de sempre.
Os funcionários da Ponta Grossa Ambiental (PGA) e os catadores, que pela primeira vez compareceram à reunião do Comdema sobre o aterro, não agüentaram a maratona de discussões e foram se retirando pouco a pouco.

Promessa de mais de dois mil empregos pode não se concretizar com novo aterro


Às 16 horas da última quinta feira, dia 14, estava marcado o lançamento do Fórum em Defesa de Políticas Públicas de Ponta Grossa. No lançamento oficial, o porta voz do Fórum, professor Sérgio Gadini, explicou que uma das metas do Fórum é buscar explicações sobre o Aterro Sanitário que será implantado em Ponta Grossa por uma empresa privada.
 
Na platéia estavam membros da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Ponta Grossa (Acamar) e funcionários da empresa Ponta Grossa Ambiental, que é a responsável pela construção do novo aterro. Todas as cadeiras da Câmara estavam ocupadas.

Os funcionários da empresa Ponta Grossa Ambiental (PGA) estavam devidamente uniformizados. Os catadores diziam que estavam ali porque a Ponta Grossa Ambiental (PGA) ligou e pediu que comparecessem. Nenhum deles quis se identificar. Um dos presentes, que autorizou a divulgação apenas a primeira inicial, “M”, disse que nem sabia por que estava ali, nem mesmo o que seria votado, ou qual a discussão do dia.

Um senhor que todos chamavam de Gilmar (na foto, canto inferior esquerdo) possuía em mãos uma lista de presença que os trabalhadores da empresa PGA tinham que assinar. Segundo um funcionário da empresa, o qual só disse as iniciais A. M., todos os trabalhadores que ali estavam foram convocados pela própria PGA para defender a empresa.

Eles levaram também faixas, que foram penduradas em apoio ao novo empreendimento. Ainda de acordo com este funcionário, a empresa alegou que a convocação se dava porque o interesse era dos próprios funcionários, já que o novo aterro vai gerar mais de dois mil novos empregos.

A.M afirmou ainda estar ciente de que haveria pessoas contrárias ao empreendimento ali na Câmara. Mas o que foi informado para ele era que a PGA havia executado estudos de mais de dois anos sobre o local onde será construído o Aterro. Esta informação estava em um panfleto distribuído pela PGA aos participantes da reunião do dia.

Um dos fiscais que convocaram os funcionários para a plenária dava ordens para que, se alguém colocasse uma faixa em cima da deles, ela deveria ser retirada. Durante um intervalo, alguns funcionários saíram da Câmara para fumar. Vendo isso, o fiscal ficou irritado e mandou todos retornarem para dentro. Uma senhora, funcionária da PGA, cuja inicial é S. se mostrou chateada: “Não posso nem fumar um cigarro, nessas horas já devia estar em casa para fazer a janta”, disse ela.

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