altO Fórum Social em Defesa de Políticas Públicas e outros movimentos sociais entraram, nesta segunda feira, com nova ação contra a as obras do aterro privado da Ponta Grossa Ambiental.
O advogado Marcius Nadal Matos, que representa as entidades, protocolou a ação na Justiça Federal de Ponta Grossa. Esta é a segunda tentativa dos movimentos de impedir a continuidade das obras. A primeira liminar acabou sendo derrubada.


Segundo Matos, esta ação é mais fundamentada que a primeira. O grupo teve acesso a documentos que apontam que o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) desconsiderou dados importantes para conceder a licença prévia que liberou as obras.

Matos afirma que o processo de liberação apresenta várias fragilidades, como o fato de o Estudo de Impacto Ambiental e os Relatórios de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) não terem se tornado públicos, o que contraria a Constituição Federal.

O representante do Movimento Ética e Cidadania, que também faz parte da ação, Heleton Fonseca, espera que o grupo consiga atingir os objetivos com esta nova ação. “O que nós esperamos realmente é impedir a realização deste aterro sanitário na área em que ele está localizado, pois é uma área de preservação ambiental. Entendemos nós que vai causar um prejuízo muito grande para a natureza daquela região dos Campos Gerais”.


A primeira ação protocolada pelo grupo resultou numa liminar que suspendeu as obras no dia 23 de junho. No entanto, essa liminar foi cassada no dia 29 de julho, o que permitiu que a Ponta Grossa Ambiental (PGA) retomasse a instalação.

Fonseca lembra que as entidades têm uma outra frente de ação. O grupo também tenta impedir que o empreendimento sirva para processar o lixo de outras cidades. “Nós não queremos aqui lixo vindo de outros lugares. Nós temos que resolver o problema do nosso lixo, que não está resolvido. Importar lixo, isso é inconcebível”, completa.alt