Após denúncias de problemas envolvendo cães, Grupo Fauna, em parceria com a Prolar - Companhia de Habitação de Ponta Grossa, desenvolve projeto de castração.

 Os cães dos conjuntos habitacionais Recanto Verde, Amália, Roma e Atenas, que fazem parte do Trabalho Técnico Social da Prolar, serão castrados a partir do final do mês de outubro.

A elaboração do projeto se baseou em experiências anteriores do Fauna. Segundo o Presidente da Prolar, Dino Schrutt, o projeto faz parte do eixo preocupado com o meio ambiente do Trabalho Técnico Social.

“A nossa intenção é reduzir o acúmulo de famílias que vão sofrer com problemas de saúde e de violência, por causa dos animais. A gente tem o índice de crianças que são mordidas por cachorro, transmissão de doenças por gatos, briga de vizinho. Cadastrando os animais, colocando um chip neles e castrando, vai evitar que o cachorro não vá lá no vizinho e cruze com outro e que consequentemente seja abandonado ou sofra maltrato”, explica Dino.

O projeto se encontra na etapa de cadastramento dos cães. Por enquanto, as assistentes sociais estão à procura de famílias interessadas, após esse período ocorrerá um mutirão coordenado pelo Grupo Fauna para o preenchimento das fichas dos animais.

“Primeiro precisamos saber quantos animais são para depois pensarmos em números e em metas”, diz a representante do Grupo Fauna, Isabele Futerko.

A verba utilizada para a castração será da Prolar, caso o projeto não consiga uma parceria com o programa Minha Casa, Minha Vida da Caixa Econômica Federal, que financiaria as operações.

“O programa é piloto, é pioneiro, no Brasil isso ninguém faz”, completa Dino.
Segundo Isabele, as clínicas escolhidas para desenvolver o trabalho serão as que já são parceiras do grupo. Caso haja muita demanda, outras clínicas serão procuradas. Além das castrações também será desenvolvido um projeto de conscientização da população.

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