O grupo Fauna e a AVEG conversaram com membros da Guarda Municipal sobre maus-tratos contra os animais, na tarde da última sexta-feira. O objetivo foi indicar os principais problemas observados e as medidas a serem tomadas. O evento também teve presença do Controle de Zoonoses.

 

O grupo Fauna e a AVEG promoveram um diálogo com a Guarda Municipal de Ponta Grossa sobre maus tratos de animais. O encontro aconteceu na tarde da última sexta-feira, 4, na Secretaria Municipal da Saúde e teve participação do Controle de Zoonoses. No mesmo dia, pela manhã, os agentes receberam formação para melhor fiscalizar as denúncias.

O objetivo do diálogo foi expor algumas situações observadas pelas ONGs de defesa dos animais e pelos guardas, observar as dificuldades e as dúvidas relativas aos procedimentos e ter uma rápida conversa sobre os direitos dos animais.

Isabeli Futerko, do grupo Fauna, afirma que é contra o abrigo para animais, pelo confinamento e falta de atenção a que são submetidos. A solução proposta pelos defensores dos animais em relação aos cães de rua é a castração e eventual adoção, ou até mesmo o sistema do cão comunitário, que é cuidado por várias pessoas, mas não tem residência fixa.

Leandro Inglês, veterinário do departamento de Zoonoses, afirma que a castração tem sido dificultada pela falta de clínicas. “São castrados em torno de 200 a 300 animais por mês, mas ainda é uma quantidade insuficiente”, diz.

Para Isabeli, alguns casos de maus tratos acontecem por ignorância do dono, que não percebe que não ter “casinha”, por exemplo, é um problema. Algumas vezes, membros das ONGs verificam de denúncias que chegam aos grupos, porém Isabeli acredita que a presença da guarda municipal na fiscalização impõe mais respeito.

O procedimento da guarda municipal é atender as denúncias pelo telefone (153) e procurar o local para verificar se a denúncia é verdadeira. O responsável pelos maus-tratos é notificado e, dependendo do caso, a situação é encaminhada para o Controle de Zoonoses.

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