O grupo Abolicionistas Veganos (Aveg) iniciou suas atividades com o propósito de defender os animais. O grupo, criado em 2011, derivou do Grupo Fauna que já realizava a divulgação do veganismo. Então, percebeu-se a necessidade de se criar um coletivo independente específico para os adeptos desse estilo de vida.

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Editorial: Veganismo online

Ao aderir ao veganismo, a pessoa opta por eliminar o uso de qualquer produto de origem animal em sua alimentação e vestuário. São abolidos ainda quaisquer outros tipos de prática que envolvam exploração animal como, por exemplo, testes de laboratório.
O Aveg atua, principalmente, nas redes sociais e possui mais de mil seguidores em sua página do Facebook, através da qual o veganismo é divulgado e discutido. Com a plataforma, o grupo também promove outros debates, como o feminismo.
Para Andressa Jacobs, fundadora do Aveg, “a exploração animal e a exploração da mulher nasceram concomitantemente quando houve a sedentarização do homem, isto é, quando animais passaram a servir de alimento e as mulheres a servir a casa, em todos os aspectos”.
O número de pessoas adeptas do veganismo está crescendo. Segundo a Revista PEGN, não há dados sobre o número de seguidores da filosofia no Brasil. Entretanto, estima-se que 4% da população brasileira, cerca de 7,6 milhões de pessoas, sejam vegetarianos, muitos deles, veganos. Dados do Instituto Ipsos reforçam essa tendência ao identificar que 28% dos brasileiros têm procurado comer menos carne.
“Cada vez mais, pessoas estão vindo ao nosso encontro para questionar o modelo de consumo de produtos de origem animal. Buscamos inserir discussões, assessorar novos veganos e procurar referências”, destaca Andressa.
Além do grupo, Andressa criou um grupo no Facebook, o “Veganos em Ponta Grossa”. Através da fanpage é possível trocar informações sobre o veganismo e descobrir opções de consumo na cidade e região.
A estudante de Biologia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Renata Lemos, afirma caminhar rumo ao veganismo por conta das questões ambientais. “Minha escolha leva em conta, em primeiro lugar, os animais, depois, o meio ambiente em geral e, aí, a saúde”, conta a estudante.
Renata afirma que está mudando aos poucos. Para ela, ter uma ideologia vegana bem construída é importante para seguir esse estilo de vida. “É de fundamental importância ter certeza do que se quer com o veganismo para, em certos momentos, não se deixar ceder ou se perder na dieta e no estilo de vida”, conta.

Arquivo Comunitário:
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