A castração pode ser uma explicação para a mudança no comportamento dos cães

Além da castração, os cães da Praça Barão do Rio Branco recebem outros cuidados, como abrigos, água e comida (Foto: Thanile Ratti)

Segundo a Secretaria da Saúde de Ponta Grossa, o número de casos de mordeduras, causados pelos cães de rua, caíram para 816. Em 2015, o número chegava a cerca de 1.140 mil casos registrados no Hospital Municipal. A hipótese para a diminuição destes casos está nas 3,8 mil castrações realizadas em 2016.

O trabalho não se reduz à castração. “Os proprietários também recebem orientações sobre a guarda responsável desses animais, ou seja, manter em casa, não deixar solto na rua, então isso também pode ter contribuído”, explica o médico veterinário Carlos Coradassi.

Isabele Furtenko, diretora do Grupo Fauna, comenta os pontos positivos da castração. “Um dos benefícios é acabar com o cio, quando aquele aglomerado de animais pode causar acidentes. A castração evita também que mais cães nasçam na rua e o aumento da quantidade desses animais abandonados”.

Para contribuir com a castração destes animais, o grupo Fauna auxilia no direcionamento dos cães para o procedimento. “Nós fazemos as fichas, o agendamento e o encaminhamento. Nossos voluntários levam os animais na clínica. Infelizmente, a prefeitura não tem mão de obra para fazer este serviço. Então, o grupo capa suprindo essa demanda”, relata Isabele.

Na praça Barão do Rio Branco, os cães demonstram comportamento tranquilo. O taxista João Pistune conta que todos os animais, que ficam por ali, são castrados. “Depois que eles foram registrados como cães comunitários e receberam os devidos cuidados, as brigas entre eles e os ataques diminuíram mesmo. Parece que alguns têm um tipo de trauma e evitam as pessoas, mas não atacam.”

Mesmo com o trânsito de pedestres, os animais não se incomodam (Foto: Leonardo Camargo)

Segundo a diretora do Grupo Fauna, em 2012, a prefeitura foi obrigada, a partir da Lei nº 9019 de 2007, a aumentar o número de castrações. Para isso, um acordo judicial foi firmado com o Ministério Público.

“Porém, como é muito recente isso e o resultado foi bem abaixo do que era o necessário, esse número de animais cresceu assustadoramente. Então, vai ser um pouco mais demorado fazer esse controle pra começar a se ter um resultado”, explica.

Arquivo Portal Comunitário
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