fauna1-08-04-11Depois da atividade realizada no Colégio Estadual Eugênio Malanski pelo Dia Mundial Sem Carne, o Grupo Fauna organizou uma oficina de comida vegetariana no último sábado (02/04). O colégio está envolvido no projeto “Cidadania Planetária”, coordenado pela professora Andresa Jacobs, em parceria com o Grupo Fauna.

O Dia Mundial sem Carne, comemorado em 20 de março, é um evento promovido pela Farm Animal Reform Movement (FARM). Tem por objetivo mostrar para a população que é possível viver de forma saudável e prazerosa sem fazer uso de alimentos de origem animal. O Grupo Fauna comemorou a data com atividade no Colégio Estadual Eugênio Malanski no último dia 18.

A proposta do Dia Mundial sem Carne consiste em discutir as vantagens que esta opção oferece, tanto para o indivíduo quanto para o planeta. No último dia 18, o Grupo Fauna realizou atividades referentes à data no Colégio Estadual Professor Eugênio Malinski, por meio do projeto “Cidadania Planetária”, coordenado pela professora e vice-presidente do Grupo Fauna, Andresa Jacobs.

Na ocasião, estudantes de sétima e oitava séries tiveram contato com o documentário ‘A Carne é Fraca’, de autoria do Instituto Nina Rosa, que explica os danos à saúde, tanto para humanos como para animais, causados pelo processo de produção e consumo de alimentos cárneos. O vídeo mostra os maus tratos sofridos pelos animais nas indústrias produtoras do alimento e incentiva a adoção de uma dieta vegetariana.

Andresa explica que a apresentação de ‘A carne é fraca’ no Colégio visa explicitar um outro lado por detrás do consumo da carne, que é o do sofrimento dos animais, além de buscar criar uma mudança de postura dos alunos que participam do projeto.

A estudante da oitava série, Aline Pontes Ansback, traduz o sentimento que tomou conta dos estudantes que assistiram ao documentário: “O vídeo nos faz ter consciência sobre o quanto sofrem os animais, e isso me emocionou”, relata.

O Dia Mundial sem Carne, comemorado em 20 de março, é um evento promovido pela Farm Animal Reform Movement (FARM). Tem por objetivo mostrar para a população que é possível viver de forma saudável e prazerosa sem fazer uso de alimentos de origem animal. O Grupo Fauna comemorou a data com atividade no Colégio Estadual Eugênio Malanski no último dia 18.

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O Dia do Rio, 24 de novembro, foi comemorado em Ponta Grossa com um Festival de Música. Escolas estaduais de diversas cidades apresentaram suas produções na Usina de Conhecimento. No mesmo evento, o Grupo Fauna deu continuidade à mostra fotográfica Animais dos Campos Gerais, promovida pela ONG no início deste ano.

altPonta Grossa possui mais de mil cães na ruas. Para diminuir esse número, a Prefeitura recolhe os animais e os abriga temporariamente no Canil Municipal, após uma cirurgia de castração. Em seguida, o cão é devolvido às ruas para que o espaço no Canil seja liberado para outros animais.

Mas as medidas municipais para resolver esse problema têm se mostrado insuficientes. Para o Grupo Fauna, a solução seria a criação de uma clínica veterinária pública.

O contrato anual entre a Prefeitura e uma clínica veterinária conveniada garante ao Centro de Zoonoses 40 castrações por mês. Esse número é insuficiente se comparado à quantidade de animais nas ruas.

Existem mais de mil cães abandonados em Ponta Grossa. Mesmo não sendo o órgão responsável, o Grupo Fauna, organização não-governamental em defesa dos animais, realiza também, juntamente com duas clínicas parceiras e uma faculdade particular, aproximadamente 40 castrações por mês.

“Para que possamos aumentar a quantidade de castrações, é essencial que a capacidade do Canil Municipal também aumente”, afirma o gerente do centro de Zoonoses, Leandro Inglês

Atualmente, o Canil suporta 40 animais e funciona como um abrigo temporário para os cães recém castrados. Após a cirurgia, o animal recolhido permanece no Canil de 7 a 10 dias para a cicatrização e retirada dos pontos. Em seguida, é devolvido às ruas.

Para a integrante do Grupo Fauna Andresa Jacobs, essas medidas não são suficientes para resolver a situação do município. Apesar de realizar mais cirurgias que a Prefeitura, o Grupo Fauna não recolhe animais das ruas para castração.

Segundo Andresa, a solução para o grande número de animais nas ruas seria a criação de uma clínica veterinária pública. Além disso, a ONG defende a garantia de um número de cirurgias de esterilização de cães e gatos suficiente para a redução da população animal.

“Somente um serviço público permanente, integrando educação, informação, identificação de animais e seus tutores, fiscalização, punição e esterilização em massa  pode resolver a problemática de forma ética e eficaz”, declara Andresa.

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altPara o professor Marcos Sorrentino, da Universidade de São Paulo (USP), é preciso que “o desenvolvimento não signifique uma degradação do ser humano, mas pelo contrário, signifique melhoria da qualidade de vida”. Para isso, “é importante agora, em período eleitoral, que a gente saiba eleger políticos que tenham compromisso com a educação ambiental”, afirmou. Leia a entrevista.


Marcos Sorrentino é professor do Departamento de Ciências Florestais da Universidade de São Paulo (USP) e foi diretor de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente entre 2003 e 2008. Nos dias 20 e 21 de agosto, participou do Colóquio sobre Educação Ambiental, no campus Central da UEPG, organizado pelo Núcleo de Estudos em Meio Ambiente (Nucleam).

Portal Comunitário: Quais os maiores problemas brasileiros que tornam necessárias iniciativas em educação ambiental?
Marcos: Todos os problemas de degradação do meio ambiente, óbvio. O aquecimento global, que agride o país, a poluição das águas, degradação dos solos. O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. São inúmeros problemas, mas a crise ambiental é muito mais ampla do que esses problemas mais visíveis.

Então, o Brasil, como um país que está se desenvolvendo economicamente, deve olhar para isso com muita atenção, para que o desenvolvimento não signifique uma degradação do ser humano, mas pelo contrário, signifique melhoria da qualidade de vida, aprimoramento espiritual, intelectual, afetivo dos seres humanos que habitam esta parte do planeta.

Portal: E a questão do lixo? Em Ponta Grossa temos o caso da construção de um aterro privado em área de proteção ambiental...
Marcos: A questão do lixo, a questão da violência, são questões que não são mais só das capitais. São questões das cidades de pequeno e médio porte também. No caso do lixo, dos aterros de resíduos urbanos de uma forma geral, há uma importância tremenda nisso. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) precisa se desdobrar também pra além do saneamento ambiental, pra todas as áreas de resíduos.

Precisamos enfrentar o descarte de pilhas, de outros materiais que o fabricante tem que receber de volta. O fabricante que produz algo com impacto ambiental, o fabricante do agrotóxico, tem que se responsabilizar pelo destino final desse resíduo. E a população tem que se responsabilizar pra fazer a separação.

O poder público tem que se responsabilizar por fazer a coleta seletiva, de forma que sobre o mínimo possível para ir para um aterro de resíduos industriais. Aí, nós vamos precisar de menos áreas para fazer aterros, e essas áreas têm que ser devidamente gerenciadas.

Portal: O que temos no Brasil de iniciativas concretas quanto à educação ambiental?
Marcos: Aqui mesmo, em Ponta Grossa, temos o Coletivo Educador dos Campos Gerais. O que nós precisamos fazer é transformar esses projetos pontuais, aproximar o diálogo desses projetos para a construção de políticas públicas.

E aí, temos algumas experiências, do Coletivo Educador de Ponta Grossa, do Coletivo do oeste do Paraná, as salas verdes, que estão acontecendo em diversos lugares do País. O Paraná está construindo sua política estadual de educação ambiental. São passos que estão sendo dados para a construção de um enfrentamento maior que é a degradação sócio-ambiental e a degradação humana.

Mas ainda não podemos dizer que há uma educação ambiental efetiva, eficiente, capaz de reverter esse processo. Nós estamos num momento em que temos que tomar decisões fortes nessa direção. Então, é importante agora, em período eleitoral, que a gente saiba eleger políticos que tenham compromisso com a educação ambiental.

Portal: Qual o papel das secretarias e conselhos municipais de meio ambiente nesse processo?
Marcos: É fazer com que o processo educador chegue a cada cidadão e cidadã, a cada bairro e comunidade. Que chegue não no sentido de conteúdo, de informação, mas no sentido de diálogo, de ouvir quais são as questões, os problemas sócio-ambientais, os desejos de toda população. No sentido desses anseios se transformarem em políticas e resultados, em melhoria da qualidade de vida.

A eleição que vem agora deve colocar isso na pauta do dia. Nós vamos eleger políticos que tenham compromisso com a construção de Conselhos, de Secretarias, de mecanismos que operacionalizem.

Portal: Como tornar as pesquisas em educação ambiental mais acessíveis ao público em geral?
Marcos: Primeiramente, criando comunidades interpretativas e de aprendizagem, o que Paulo Freire chamava de “círculos de cultura”. Nós precisamos que, em toda sociedade brasileira, tenha agrupamentos de pessoas que discutam educação ambiental, que discutam essas pesquisas, que façam pesquisas e que mapeiem a sua realidade.

Então, a construção dessa potência de agir das pessoas, como pesquisadoras, como elaboradoras de conclusões pra melhorar sua própria vida, é essencial. E para fazer isso, para chegar até elas, o papel do poder público, o papel das organizações que trabalham com educação ambiental é muito grande.

Aí, eu acredito que a base social vai ter acesso à pesquisa. Até porque há um conjunto de instituições que é remunerado para isso, ou que tem isso na sua missão, planejando para fazer com que a pesquisa saia da elite, dos pequenos grupos sociais, e chegue a toda base da sociedade.

Portal: E qual seria o papel dos meios de comunicação?
Marcos: Os meios de comunicação precisam assumir a sua posição educadora, que é não só descentralizar a informação, mas também promover a interatividade da informação.

Dar voz aos que estão silenciados hoje, e não dar voz somente ao que o chefe de edição define como prioridade, mas trazer a manifestação da população, nas suas reflexões e nos seus problemas, para dentro do mecanismo de comunicação. Ou seja, se transformar em meio de comunicação, e não de informação apenas.

altOs membros da diretoria e colaboradores do Grupo Fauna se reúnem mensalmente para discutir o posicionamento da ONG sobre determinados assuntos e planejar novas ações e atividades. Na última quarta-feira, dia 2, a pauta para discussão incluía: assinatura do Termo de Voluntário, discussão da nota de esclarecimento destinada à comunidade e notificações quanto aos casos de maus tratos na cidade.

Na última quarta-feira, dia 2, a diretoria e os colaboradores do Grupo Fauna se reuniram na Usina de Conhecimento para definir as próximas ações e atividades da entidade.

O encontro entre os integrantes da ONG acontece em toda primeira quarta-feira do mês, às 19 horas. Entre os assuntos em discussão estava a assinatura do Termo de Voluntário, para formalizar a participação dos integrantes do Grupo.

Recentemente, situações como busca por atendimento gratuito e ofensas dirigidas a veterinários da cidade, envolvendo pessoas que se dizem participantes do Grupo Fauna, têm causado transtornos à entidade. “Essa formalização é muito importante. Tem gente dizendo que é do Grupo e agindo de forma errada”, conta a integrante da ONG, Isabele Futerko.

Devido a esses acontecimentos, a diretoria do Grupo também elaborou uma nota de esclarecimento para ser divulgada às clínicas veterinárias, imprensa e à comunidade em geral.

A nota contém uma explicação detalhada sobre a atuação da entidade, seu posicionamento acerca de determinados assuntos e uma lista contendo o nome de quem realmente é integrante.


“Nós não podemos responder ou nos responsabilizar pelos atos de alguém que nem é do Grupo Fauna”, afirma a vice-presidente, Andresa Jacobs.

Definir as ações da entidade em relação aos casos de maus tratos com animais na cidade e denúncias de crueldade também estavam entre os assuntos em discussão.

O Grupo Fauna tem orientado a comunidade: ao se deparar com situações de crueldade ou maus tratos, é preciso que se registre com fotos ou vídeo e que o autor seja identificado. “Só com essas provas é possível realizar a denúncia”, diz Andresa.alt

 

 

A Mostra fotográfica “Animais nos Campos Gerais”, organizada pelo Grupo Fauna em parceria com a Usina de Conhecimento, pretende valorizar os trabalhos produzidos pelas escolas estaduais da região. Após a organização das imagens, uma exposição será montada na Usina e nos colégios interessados. A Mostra também objetiva promover a fauna dos municípios e o interesse dos alunos pelo meio ambiente.


Escolas estaduais da região podem divulgar o talento fotográfico de seus alunos através da Mostra de Fotos “Animais nos Campos Gerais” . O evento é uma promoção do Grupo Fauna em parceria com a Usina de Conhecimento.

A Mostra é direcionada somente às escolas estaduais pertencentes ao Núcleo Regional de Educação de Ponta Grossa, que inclui os municípios de Carambeí, Castro, Imbituva, Ipiranga, Ivaí, Palmeira, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Porto Amazonas, São João do Triunfo e Tibagi.

A proposta dos organizadores não envolve disputa ou competição. O objetivo é apenas de incentivar e valorizar a produção de cada escola, além de promover o interesse pela fauna regional.

“Essa mostra é muito importante para que os alunos compreendam a realidade dos animais”, explica a integrante da comissão organizadora e membro do Grupo Fauna, Andresa Jacobs.

Cada escola poderá enviar apenas uma fotografia envolvendo a temática “Animais nos Campos Gerais”. As fotos dos participantes serão reunidas para organização de uma exposição na Usina de Conhecimento e nas escolas interessadas em divulgar o trabalho dos estudantes da região. Os interessados podem se inscrever até o dia 15 de abril.

Como participar?
A direção da escola deve selecionar a imagem que mais se aproxima do tema e enviar à Usina de Conhecimento, aos cuidados da Profª. Andresa Jacobs da seguinte forma:
- Uma cópia da fotografia impressa em papel fotográfico fosco, tamanho 20 cm X 25 cm;
- A ficha de inscrição e termo de autorização devidamente preenchidos, assinados e carimbados pela escola.

Os arquivos digitais e a ficha de inscrição deverão ser enviados também para o email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. As fotos não podem conter pessoas, só animais. Mais informações pelo telefone (42) 3223-4242.

altTodo último domingo do mês, o Grupo Fauna de Proteção aos Animais organiza a feirinha de adoção de cães e gatos no Parque Ambiental Governador Manoel Ribas.

 

altDesenvolvimento sustentável.
Este foi o tema do seminário internacional “Experiências da Agenda 21”, que aconteceu em Ponta Grossa nos dias 27 a 29 de novembro.