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Há três anos o grupo Abadá Capoeira realiza aulas de capoeira, nas segundas e quartas-feiras, às 19h30 na Vila Maria Otília. As atividades não têm restrição de idade, tendo como foco as crianças da comunidade.

Porém, na sede da Associação de Moradores, onde as aulas acontecem, existem problemas como a manutenção e goteiras que em dias de chuva molham o piso e impossibilitam a prática da atividade. De acordo com o Presidente da Associação, Marcelo de Jesus Lima, a reforma e reestruturação já foram solicitadas à prefeitura.

O grupo Abadá (Associação Brasileira de Apoio e desenvolvimento da Arte) Capoeira, existe no Brasil há 25 anos, com sede no Rio de Janeiro. Parte da ideologia do grupo é realizar trabalhos sociais, como o da comunidade Maria Otília. No bairro, o professor Denis Souza, conhecido como ‘Topete’, é o coordenador do Abadá e trabalha há 15 anos com a capoeira.

Os irmãos Denis e Deivid Souza treinam aproximadamente 25 pessoas, na maioria crianças e adolescentes. Muitas crianças acabam não participando das competições por falta de apoio financeiro para viagens e inscrições, além da dificuldade em conseguir uniformes,  adequados para a prática de capoeira para facilitar a execução dos movimentos e que servem como identificação do grupo.

Ele ressalva que as aulas para a comunidade é um trabalho social, uma iniciativa de levar cultura para meninos e meninas, que fora dali não teriam outra oportunidade. “A capoeira não tem contra indicação, temos inclusive a capoeira inclusiva, que trabalha com necessidades especiais”, diz o Professor.

O grupo atende também adultos, como é o caso de Célia Rosana F. Pinto que há quatro anos pratica a modalidade acompanhada por sua filha com arritmia cardíaca. “Qualquer um pode fazer, é um ótimo exercício físico e não tem contra indicação”, conta.

Arquivo Comunitário: Aulas gratuitas de capoeira para portadores de necessidades especiais