Os grupos Abadá-Capoeira e Guerreiros dos Palmares realizaram as tradicionais rodas de capoeira no sábado, 15 de junho, pela manhã. Além das apresentações de cada grupo, uma roda de integração entre os atletas dos dois grupos aconteceu no Calçadão.

 O grupo Abadá, do Maria Otília, se apresentou das dez às onze horas em frente ao Terminal Central. Depois, uniu-se ao grupo Guerreiros dos Palmares, do parque Nossa Senhora das Graças, para uma roda conjunta. 

Juntas, as duas equipes tinham cerca de 30 participantes, que jogaram capoeira,  tocaram e cantaram juntos. Durante toda a manhã, quem passeava pelo calçadão público pode conferir dois estilos clássicos da capoeira além da ginga tradicional. 

O grupo Abadá mostrou o jogo de Benguela, mas o destaque das apresentações foi o jogo de Angola, um estilo de jogo debochado e malicioso onde só capoeiristas experientes podem participar oficialmente. 

O jogo foi puxado pelos professores Topete (Denis Souza), coordenador do grupo Abadá-Capoeira, e pelo professor Ximbio (Jeferson Pinheiro), professor do grupo Guerreiros dos Palmares. 

Com relação a juntar dois grupos com características diferenciadas de jogo, o professor Ximbio disse que foi bom para mostrar a força dos grupos de capoeiras. 

Além das apresentações, o professor Topete deu explicações sobre os estilos de jogar e sobre os instrumentos clássicos da capoeira, como o atabaque, pandeiro, agogô, e os três tipos de berimbau. 

Segundo Topete, o objetivo das rodas de rua é apresentar o trabalho com a capoeira para a comunidade. 

A comerciante popular Ana Beatriz acompanhou a roda e disse que foi bom ver o trabalho social  do grupo Abadá. Ela conta que gostaria de colocar os filhos em um grupo, mas não tinha condições de fazer isso. “O projeto é uma oportunidade, eu queria que eles fizessem”, diz Ana. 

Arquivo comunitário:
08/05/2013 - Grupo de Capoeira do Maria Otília propõe trabalho social para a comunidade