As cores das cordas amarradas na cintura relevam o nível de aprendizado do capoeirista. Não existe um tempo específico para permanecer em uma graduação. A troca de cordas acontece quanto a pessoa está preparada, não apenas fisicamente. A capoeira é mais que um jogo ou uma luta: é considerada uma filosofia de vida para os praticantes. E envolve luta, dança, música, arte.

 

O Muzenza existe desde 1972, contando atualmente com mais de 60 escolas espalhadas no Brasil e no mundo. Em Ponta Grossa, faz 32 anos que o grupo atua. Atualmente, 20 crianças e 40 adultos integram o grupo.

Anderson Dzazio pratica o esporte há seis anos: “na capoeira se aprende a jogar e cantar, além de ser um esporte que dá resistência e flexibilidade”, explica.

Maiara Martins está no Muzenza há 12 anos. Aos seis anos a capoeirista entrou em contato com o grupo por meio de um projeto chamado ‘Casa do Piá’, conduzido pela Congregação dos Irmãos do Sagrado Coração, localizada no Jardim Madureira.

Para Maiara, a capoeira faz bem à saúde, mas também acrescenta outros valores. “O esporte traz uma energia que você não imagina que possui, além de desenvolver a humildade”, explica.

Pelas imagens veiculadas na TV, Adriano Piro se interessou pela capoeira. Há 14 anos Piro está no Muzenza, e é bicampeão mundial na categoria em que está graduado.

“A capoeira é saúde, bem estar, qualidade de vida e, para mim, um material de trabalho”, explica o capoeirista, que é programador, mas se tornou professor no Muzenza.

Já Caio Alves, mais conhecido por Monitor Faísca, é capoeirista desde os oito, estando agora com quase 18 anos no esporte. Faísca já praticava o esporte em Jandaia-PR e continuou quando veio para Ponta Grossa, em 2008.

“É importante prezar a integridade física do teu amigo quando joga capoeira, pois livra de drogas e do álcool. É um esporte completo”, avalia.

Alceu Zagurski, ou Mestre Polaco, é responsável pelo Muzenza em Ponta Grossa. O capoeirista conta que foi o Mestre Periquito quem trouxe o Muzenza para a cidade em 1982. No ano seguinte, o professor Marcos Jabá continuou a atividade.

Em 1991, Jabá voltou para cidade de origem (Natal-RN) e deixou Polaco como responsável. “A capoeira é uma cultura, além de atividade física. Aqui também temos aula de musicalização, maculelê (dança com bastão), rituais de roda e samba de roda”, conta.

Arquivo Comunitário

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