ile1-25-11-11O grupo de capoeira Ilê de Bamba mudou de liderança. Marcelo “Careca”, coordenador e professor do Ilê há seis anos, passou o cargo para um de seus alunos mais antigos, Gilmar Rodrigues. O motivo foi a criação do grupo cristão “Gingando para Jesus”.

altDia 14 de dezembro, o Centro Cultural Ilê de Bamba celebrará o batizado de seus alunos. Até lá, a rotina diária inclui a preparação para as provas. Com direito a puxão de orelha dos professores e tudo.

Janaína Suelem Pereira, de 14 anos, está confiante de que conseguirá a graduação. Seu objetivo é conquistar o cordão cinza, que corresponde à primeira passagem de nível.

Para isso, tem estudado a história da capoeira e todos os conteúdos teóricos passados nas aulas do Centro Cultural Ilê de Bamba. Para obter a graduação, não basta apenas a prática.

É preciso conhecer a capoeira nos aspectos teóricos. Além dos treinos normais das aulas, Janaína está treinando em casa também.

 Ela conta que nos testes precisa demonstrar que sabe os nomes dos movimentos exigidos e executá-los.

O professor Marcelo Aparecido de Barros, o Careca, explica que o aluno tem um ano para desempenhar golpes, conhecimentos teóricos e fundamentos. Os testes para verificar se o aluno está apto começam três meses antes do batizado, que é a festa da primeira graduação.

As outras graduações são as trocas de cordão, os quais seguem as cores da bandeira nacional. Depois do cinza, vêm o verde, o amarelo, o azul, o verde e amarelo e assim por diante até chegar ao cordão branco.

Os professores buscam incutir outros valores nos alunos, além do conhecimento prático e teórico sobre a capoeira. Organização e participação são alguns deles. Bater palmas e cantar as cantigas nas rodas de capoeira também são exigências.

E no fim das aulas, não custa dar uma bronquinha. Os professores cobram participação e dedicação, além da preparação constante para a prova teórica, evitando o estudo de última hora. “Tem que aprender a se organizar desde cedo”, recomenda Careca, ao fim da roda de capoeira.alt

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A partir de 2008, Ponta Grossa passa a comemorar anualmente o Dia Municipal da Capoeira. A sugestão para que fosse criada uma lei a respeito partiu de Elcio Santos, professor do Centro Cultural Ilê de Bamba. E tudo começou com uma pesquisa na internet.