altO Parque Santa Lúcia é um dos bairros por onde passa o arroio Lajeado Grande. Pelo menos 14 famílias vivem próximas das margens das águas nesse local. Com a poluição, aumentam os riscos para a saúde dos moradores. E a cidade sofre com os impactos ambientais.

 Moradores enfrentam mau cheiro e enchentes

Para MP, fica impossível punir quem joga lixo nos arroios

Editorial - O que você está fazendo agora?
 

Esgoto sem tratamento colabora para a poluição do Lajeado

Prejuízos ambientais afetam saúde dos moradores, diz especialista

Associação entra com pedido para limpeza do Lajeado Grande


Ponta Grossa tem mais de 150 quilômetros de arroios. A maioria tem origem no centro da cidade. Um deles é o Lajeado Grande. Após percorrer bairros como Monteiro Lobato, Vila Liane e Palmeirinha, o arroio chega ao bairro Santa Lúcia. E esse é o cenário da história que o Portal Comunitário conta essa semana.

Enquanto parte da população não tem conhecimento dos problemas do Lajeado, famílias de baixa renda estabelecem suas casas nas regiões dos “fundos de vale”. Dessa forma, pela proximidade com as margens das águas, passam a conviver diretamente com a possibilidade de enchentes, mau cheiro e proliferação de insetos vetores de doenças.  “Quando dá enxurrada, passa tudo, passa até animal morto”, afirma o morador Jurandir Fernandes dos Reis.

Há ainda os impactos ambientais. A poluição do arroio Lajeado Grande pode ser percebida pelo entulho e esgoto jogado sem tratamento nas águas. A maior parte da população mais próxima não tem acesso à rede de esgoto e demais serviços de saneamento básico.

Sem infra-estrutura, muitos enfrentam problemas de habitação. “Nossa política pública é não deixar essas pessoas se instalarem nesses locais”, diz o diretor de Meio Ambiente do município, Paulo Barros. 

Relatos de moradores, especialistas e outros membros do poder público a respeito da situação do Lajeado Grande estão nas matérias a seguir. De opiniões diferentes, os entrevistados concordam em um ponto: a necessidade de preservar.

De acordo com a educadora ambiental Maria Aparecida de Oliveira, ainda dá tempo de organizar ações nesse sentido. “A população não tem uma qualidade de vida saudável e significativa com um ambiente não equilibrado. (...) Tem que haver um trabalho em conjunto”, afirma.

Enquanto não há esse tipo de trabalho, Carla Angelita Neves relembra as histórias do avô: “ele sempre dizia que antigamente dava até para pescar aqui. E hoje, toda a sujeira vem para cá”.