IPTUs de terrenos vendidos há dez anos permanecem em nome da Associação.

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Após 14 meses sem direção, a Associação do Baraúna volta a ter presidente. Luis Carlos Wach, morador do conjunto residencial, resolveu remontar a chapa e solucionar os problemas pendentes da entidade. O motivo do abandono da gestão, por mais de um ano, é uma dívida de aproximadamente 20 mil reais em nome da Associação. Esse valor começou a ser acumulado em 2002, quando a direção da entidade vendeu dezenove terrenos mas, no papel, os lotes continuaram pertencendo à associação. Os novos donos, no entanto, não pagaram os IPTUs, que acumularam nesses dez anos, formando a dívida.

De todos os compradores, apenas a aposentada Iza Bueno pagou os impostos em dia. “A partir do momento que eu comprei, o terreno é meu. Minha obrigação é pagar os impostos”, explica Iza. Mesmo com os lotes ainda em nome da Associação, a aposentada diz que existem documentos que provam a compra, então o IPTU é uma dívida dela.

Os lotes viraram residências, comércio e até rua. Alguns moradores dizem que essas pessoas agem de má fé. “Como tenho luz na rua, asfalto na porta de casa, sei que todos pagam por isso e eu não? Não é possível que eles não se perguntem isso”, fala uma moradora que prefere não ser identificada.

A presidente da gestão de 2002 não quis dar entrevista, mas afirmou que o dinheiro levantado com a venda dos terrenos foi passado à chapa que assumiu a Associação na gestão seguinte. A pessoa que teria recebido esse dinheiro mudou-se do conjunto residencial Baraúna e deixou a Associação sem prestar contas. Nossa equipe de reportagem também não conseguiu localiza-la.

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