Não é de hoje que a cidade de Ponta Grossa sofre com o descaso e vandalismo a patrimônios públicos e privados. Uma das atuais reclamações dos moradores da vila Baraúna é a depredação do cemitério Santo Antônio, no Jardim Carvalho.

 

Segundo relato de famílias que tem seus parentes enterrados no local, os túmulos sofrem constantes roubos de santos, pegadores de gavetas e objetos de bronze e alumínio em geral.

“Depois que roubaram os pegadores do túmulo, eu optei por levar para a casa os epitáfios da minha mãe, irmã e sobrinho que são de bronze”, reclama o aposentado João Maria. Ele teme não só pelo roubo, mas pelo vandalismo pois não tem condições de repor o material roubado/danificado.

Outro problema que atormenta os moradores próximos ao local são as constantes invasões noturnas do cemitério. João Ferreira, morador do bairro há mais de 25 anos, conta que tem aumentado o uso de drogas e a violência usada nos assaltos aos pedestres nas proximidades do Santo Antônio.

De acordo com João, como o muro dos fundos é baixo, "os drogados pulam facilmente para dentro do cemitério e, quando passa alguém na calçada, eles assaltam sem dó nem piedade”.

A vigilância e manutenção do cemitério Santo Antônio fica sob a guarda do funcionário público Oswaldo Souza, que trabalha na profissão há 26 anos. Após as 18 horas, a vigilância do local é de responsabilidade da Guarda Municipal.

“A Guarda Municipal não consegue ser 100% eficiente na segurança cemiterial, porque eles podem até passar em volta, mas não veem o que acontece aqui dentro”, conta Oswaldo.

O vandalismo aos túmulos são registrados pelo Serviço Funerário Municipal, que localiza as famílias para comunicar sobre as depredações. O cemitério Santo Antônio está localizado na Rua Visconde de Baraúna e teve o primeiro sepultamento registrado no ano de 1959, segundo dados fornecidos pela Prefeitura Municipal de Ponta Grossa.

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