Segundo acadêmicos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Ponta Grossa, o caminho entre a UTFPR e a rotatória que leva aos bairros Santa Lúcia, Santa Mônica e Uvaranas tem sido alvo de diversos assaltos. O problema ocorre sobretudo no período da noite.


O local é mal iluminado e possui pouco movimento durante a noite. Muitas vezes, os estudantes têm que fazer aquele trajeto a pé, seja por morar perto ou por nem todas as linhas de ônibus passarem em frente à universidade.


Rafael Hueto Marengue, acadêmico de Engenharia de Produção, conta que foi abordado por rapazes que afirmavam estar armados enquanto ele voltava da aula para casa, por volta das sete horas da noite. “Eles levaram meu celular e meu notebook. Juntando isso, perdi cerca de R$ 2.200”, relata.

Devido à grande frequência de casos, um grupo foi criado no Facebook e no Whatsapp. Através dele, os alunos podem combinar de fazer os trajeto juntos. 

Uma das fundadoras, a acadêmica de Ciência da Computação Andressa Oliveira, conta que a ideia já existia, mas era restrita a seu grupo de amigos. “Quando vimos que essa onda de assaltos se espalhou, decidimos abrir os grupos para a universidade toda”, afirma.

Porém, na opinião dos estudantes, a única forma de garantir a segurança nos arredores do campus seria intensificar o policiamento e instalar uma guarita próxima à rotatória. “Só há policiamento depois de algum caso. E as viaturas só chegam bem depois ou até mesmo no dia seguinte”, desabafa Andressa.

A Polícia Militar e o vigia da UTFPR foram procurados pela reportagem, mas se recusaram a comentar sobre o assunto.