A discussão a favor do parto humanizado será realizada no próximo dia 30, na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A entidade responsável pelo evento é a Associação da Maternidade Ativa e Segura (Amas), que aproveita sua reunião mensal para abrir o debate sobre o tema para a comunidade.

O grupo conta, atualmente, com cerca de quarenta pessoas. Todos os meses, mães, pais, gestantes, profissionais da saúde e políticos reúnem-se para discutir estratégias para promover a maternidade ativa e segura. No início deste mês, foi realizado o Bloco do Mamaço, que integrou a programação da Semana Mundial da Amamentação.

Maternidade segura e ativa

Criada em 8 de março deste ano, data em que também se comemorava  o Dia Internacional da Mulher, a Amas entra no cenário de associações pontagrossenses a fim de reivindicar a assistência obstétrica digna e informada de forma a respeitar os direitos das parturientes.

Segundo a presidente da associação, Ana Maria Bourguignom, a AMAS já existia anteriormente, mas no mês de março formalizou-se como uma entidade devido ao cenário preocupante da saúde materna na cidade.

Em documento oficial, a associação define seus objetivos: “nós defendemos um modelo de assistência obstétrica e neonatal que considere a mulher ativa, como protagonista do seu processo reprodutivo. Com isso defendemos a inversão da lógica dos serviços obstétricos, para os quais a mulher e a família devem adequar-se ao sistema, à arquitetura e às rotinas hospitalares, às necessidades dos profissionais de saúde.”

A associação também apresenta como objetivo a promoção da maternidade ativa porque vê a mulher como protagonista de seu processo reprodutivo. Além disso, ela defende a maternidade segura uma vez que muitas práticas obstétricas são consideradas ineficazes.

Bourguignom avalia que, na região de Ponta Grossa, a violência obstétrica é muito frequente e poucas mulheres têm coragem de denunciar. É considerado violência obstétrica as práticas de parto que não dão o direito de escolha à mulher de como ela deseja a realização do parto. A presidente da associação aconselha às mulheres que denunciem casos de violência para que sejam reduzida sua ocorrência na região.

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