Cerca de um ano e meio após a Prefeitura de Ponta Grossa afirmar o compromisso de recolher semanalmente animais abandonados nas ruas da cidade, um motoqueiro morreu depois de atropelar um cavalo. O acidente aconteceu no dia 12 de julho deste ano, na Rua Pau Brasil, no Parque Castanheira.

A denúncia do corte de verbas foi feita pelo veterinário Marcelo Braz ao Portal Comunitário. Ele conta que ligou para a Gerência de Controle de Zoonoses e para o Corpo de Bombeiros e não obteve ajuda de nenhum dos setores. Braz afirma que os órgãos enfrentam dificuldades e não se responsabilizam pelo recolhimento dos animais das ruas.
Prefeitura falha na fiscalização destinada ao recolhimento de animais abandonados
Como está o projeto da prefeitura de recolher cavalos abandonados?
Editorial: A Justiça vem a cavalo
Reportagem em áudio:

A Gerência de Controle de Zoonoses iniciou, em fevereiro do ano passado, a fiscalização e recolhimento de cavalos soltos em áreas públicas de Ponta Grossa. A informação encontra-se em nota publicada, em 2014, no site do governo. O texto, divulgado pela assessoria de imprensa, ainda está disponível para leitura, clique aqui para ler.
Prefeitura falha na fiscalização destinada ao recolhimento de animais abandonados
Corte de verbas e falta de funcionários contribuem para a falta de fiscalização
Editorial: A Justiça vem a cavalo
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A quinta e última célula do aterro Botuquara começa a ser instalada ainda este mês na cidade. A obra receberá cerca de R$ 1,2 milhão em investimento. Segundo a empresa Ponta Grossa Ambiental, o aterro do Botuquara recebe em torno de 160 toneladas de lixo por dia, vindos dos domicílios da cidade.

Com sua nascente localizada nos Campos Gerais, o Rio Tibagi representa o maior recurso hídrico superficial a que temos acesso na região. Com seus 550 quilômetros de extensão, ele abrange cerca de 49 municípios e atendendo mais de 1 milhão de pessoas.

Levando em consideração a qualidade de suas águas, os rios são classificados de acordo com a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). A classificação vai da classe especial à classe 4. Os rios de classe especial são os de reservas naturais e não podem receber nenhum tipo de resíduo que cause contaminação. Nas demais classes, a poluição aumenta gradativamente, o que causa a restrição na utilização da água.
Portaria da Superintendência dos Recursos Hídricos e Meio Ambiente de 1991 classificou a maioria dos rios da Bacia do Rio Tibagi nas classes 1 e 2 e nenhum deles está na classe 4. Porém, o Instituto das águas do Paraná, a pedido da Sanepar, fez uma proposta de reclassificação desses rios. A medida prevê rebaixar a classificação para o nível 4.


A proposta permite que a Sanepar despeje nos leitos dos rios da Bacia do Rio Tibagi todo o esgoto não tratado que desejar, durante 20 longos anos. Isso reduziria os custos com o tratamento do esgoto doméstico para a empresa de saneamento, além de evitar multas e termos de ajustes de conduta aplicados por órgãos ambientais fiscalizadores.


O consumo exagerado, aumento populacional e o crescimento das atividades industriais preocupam especialistas. As fontes de água potável são cada vez mais escassas e acabar com uma delas, que atende quase 2 milhões de pessoas, mostra-se um erro absurdo. Não existe razão para sujar um rio limpo e em plena atividade de abastecimento apenas para atender interesses empresariais, sem pensar na população, que no fim das contas, é quem mais sofrerá com a futura e provável escassez de água.

Leia a reportagem:
Proposta de Grupos Ambientais para reclassificação do Rio Tibagi é aceita pelo Governo
Sanepar propõe reclassificação dos rios da bacia do Tibagi
Poluição de trechos da Bacia Rio Tibagi pode afetar áreas não poluídas