alt

O Sindicato dos Metalúrgicos realiza um trabalho de informação de seus associados sobre a política de moradia do governo federal. Com a implantação do programa “Minha casa, minha vida” em Ponta Grossa, o Sindicato pretende divulgar o projeto entre seus membros (discutindo-o na base), pois muitos não têm casa própria e pagam aluguel. A estimativa é de que cerca de 70% dos 4.500 metalúrgicos sindicalizados tenham o perfil necessário para se inscrever no projeto.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Ponta Grossa e Região vem ampliando suas frentes de atuação. De acordo com membros da diretoria, hoje em dia não briga apenas por salários e melhores condições de trabalho. Busca também encontrar maneiras de melhorar a qualidade de vida de seus associados. Seguindo essa linha, inicia agora a mediação entre os trabalhadores e o projeto governamental “Minha casa, Minha vida”.

Segundo o vice-presidente, Mauro Pereira, o sindicato tenta informar o trabalhador sobre a política do governo, pois muitas vezes ele preenche os requisitos para participar do programa, mas o desconhece.

“Muitos trabalhadores têm medo de chegar à agência (bancária). O sindicato aproxima seus membros de uma realidade possível: ter casa própria”, explica Mauro. 

O presidente do sindicato, Edemílson Pereira Dias, relembra o fato de ser comum entre os trabalhadores a pergunta sobre casas para alugar. Segundo ele, com o sindicato trabalhando nessa frente, agora o trabalhador vai até a sede da instituição para se informar sobre o projeto e tem a oportunidade de obter sua casa própria.

Para Mauro, o projeto propicia ao trabalhador a oportunidade de se livrar do aluguel. Além disso, o valor da prestação é inferior ao valor médio do aluguel na cidade. “Aluguel não tem retorno. A casa é um investimento”, complementa.

Para participar do programa é necessário que o trabalhador tenha uma renda máxima de dez salários. Porém, há condições especiais para aqueles cuja renda não excede três salários. “É um projeto importante para a população de baixa renda”, salienta Marcos Lima, colaborador do sindicato.

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) pode ser utilizado para abater o saldo. A taxa de juros da prestação é de 4,5% ao ano, e o tempo de pagamento das prestações não pode ultrapassar a data na qual a pessoa que adquire o imóvel completa 80 anos. O valor máximo do financiamento é de 80 mil reais, somando casa e terreno.