Sindicato não tem poder fiscalizador nas empresas, mas reforça que o trabalhador deve ficar atento para usar os equipamentos de segurança corretamente. Em caso de acidente, o metalúrgico tem seus direitos assegurados pela previdência e também pela empresa em que trabalha.

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De acordo com dados do Ministério do Trabalho, o setor metalúrgico possui 11% do total de acidentes de trabalho de todos os ramos no país. Muitos dos acidentes que acontecem não são notificados no órgão ou nos sindicatos, por isso o valor pode ser maior.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Ponta Grossa, Mauro Carvalho, fala sobre as situações de risco que o trabalhador tem nesse setor. “Dependendo da função da empresa ela vai estar inserida em um grau de risco. As metalúrgicas trabalham com lugares quentes, máquinas e materiais perigosos, assim a empresa tem que oferecer suporte para tornar o trabalho mais seguro”, conta.

Mauro explica que a empresa pode pagar um adicional no salário do empregado quando o ambiente é insalubre (condição desfavorável de trabalho), por ele estar se expondo mais do que em um ambiente que não oferece riscos à saúde.

Para evitar que acidentes aconteçam, toda empresa com mais de 25 funcionários é obrigada a criar a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), que é aprovada pelo Artigo 163 da Consolidação das Leis do Trabalho e na Norma Regulamentadora nº 5 (NR 5).

As CIPAS tem trabalho interno na empresa para orientar os metalúrgicos a se prevenir e usar corretamente os equipamentos de segurança. O presidente da Comissão é escolhido pelo dono do lugar e o vice-presidente é o trabalhador mais votado entre os empregados.

Burocracia


Quando acontece algum acidente, o trabalhador está assegurado pela empresa e também pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O trabalhador Werner Ernesto sofreu um acidente de trabalho no começo do mês de outubro e afirma que por contribuir com o INSS está mais tranquilo quanto aos seus direitos.

“Encaminhei os meus papéis para fazer a perícia e pedir o encosto que tenho direito, assim esse dinheiro pode me auxiliar a pagar as contas enquanto não posso trabalhar”, explica.


O engenheiro de segurança, Marlon José Aguiar, fala que existem vários graus de riscos dentro do local de trabalho e as CIPAS são responsáveis por deixar avisos nas paredes e indicações orientando como proceder.

“Os riscos são classificados em físico, químico, biológico, ergonômico e de acidentes. Também pequeno, médio ou grande. Cada setor tem sua indicação. Com mais informações é mais fácil prevenir os acidentes”, fala.

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