Ao longo da apuração desta matéria, os responsáveis oficiais apontaram a melhoria nos equipamentos de segurança e se mostraram cientes das consequências que um acidente de trabalho pode trazer às empresas. Mas, além disso, os metalúrgicos observam que vários acidentes ocorrem por decorrência da falta de atenção e cuidado com os equipamentos perigosos.

De nada adianta termos mais tecnologia, se a ferramenta principal do ofício ainda é a mão de obra capacitada. Os trabalhadores que estão no ramo metalúrgico há muitos anos podem ter a sensação de estar sempre à vontade com as situações de risco e com o maquinário pesado, porém é necessário trabalhar sempre com o imprevisto. Neste momento entram as ações da empresa e as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes, as CIPAS, que além de garantir a segurança, devem conscientizar e preparar o trabalhador para situações de risco.

No caso de Werner Ernesto, sua precipitação ao tentar salvar a matéria prima do trabalho, custou-lhe um terço do dedo. Há também de se pensar que os prejuízos do acidente não giram em torno apenas da dor e frustração do trabalhador, e sim dos seus familiares, que terão que arcar com as despesas do desempregado no tempo dedicado à sua recuperação.

Em outros casos mais graves, o trabalhador pode perder membros inteiros, ou até mesmo, chegar a óbito. Aí já não há de se pensar em prejuízo financeiro ou tempo de recuperação. Os responsáveis devem investir não somente na segurança física dentro das empresas, mas sim na conscientização dos trabalhadores em relação à valorização da vida e da força de trabalho.

 

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