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O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Ponta Grossa e região, Mauro Cesar Pereira, protocolou na tarde do último dia 10, na Justiça do Trabalho, duas ações contra a Metalúrgica Santa Cecília. Uma das ações é coletiva e a outra individual.




Augusto Travensolli, Leticia Cabral e Rafaela Mendes

Foram demitidos no início de fevereiro 36 funcionários da empresa que não receberam a última quinzena de trabalho e os direitos trabalhistas. A ação coletiva envolve 34 funcionários que reivindicam danos morais. A outra ação é individual e compreende os direitos das verbas rescisórias dos trabalhadores dispensados.

altO presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Mauro Cesar Pereira, afirma que nem todos os funcionários demitidos optaram por serem representados juridicamente pelo Sindicato. “Protocolamos ações de 34 funcionários desligados. Outros dois demitidos podem ou não buscar outros meios de reivindicar seus direitos”. A expectativa é de que a primeira audiência seja marcada entre 30 e 45 dias.

O ex- funcionário da metalúrgica, A.C.E, que preferiu não se identificar, trabalhou por mais de 12 anos na empresa e conta que desde a crise mundial na economia há 2 anos a metalúrgica vem enfrentando dificuldades. Ele relata que o que mais revoltou os ex-funcionários foi que a empresa não cumpriu o acordo feito com os trabalhadores.

“A empresa vinha pagando os salários atrasados, e nós aceitamos o acordo de dispensa voluntária. Mas a empresa não respeitou e demitiu, além dos voluntários, mais alguns funcionários e não pagou nossos direitos”, declara. A.C.E afirma que 60% dos trabalhadores aceitaram o acordo e que três reuniões com os donos da empresa foram feitas, sem que nada fosse resolvido.

Segundo um funcionário da Metalúrgica Santa Cecília que não quis se identificar, E.T, a empresa está trabalhando apenas para sobrevivência. “A empresa está pagando em dia. Mas, segundo contam, faz oito a dez meses que não paga os direitos do trabalhador”. O ex-funcionário, A.C.E, relata que muitos dos demitidos estão passando por dificuldades, pois são responsáveis pelo sustento da família. Ele conclui que a única ação correta da empresa foi dar baixa na carteira de trabalho.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Mauro Cesar Pereira, explica que se a justiça não condenar a Santa Cecília a indenizar os ex-funcionários por danos morais, a empresa não terá prejuízo nenhum e só vai pagar o que deve aos trabalhadores.