Com a atual situação de crise, sindicato registra queda de 30% do número de metalúrgicos registrados

Dados do Metalurgente revelam a queda no número de profissionais contratados pela indústria metalúrgica. Em alguns setores, o encolhimento pode superar a média de 30%. A solução encontrada pela atual gestão foi promover cursos de capacitação que, para os associados, são subsidiados.


Para quem não sabe o que significa o “encolhimento”, trata-se de uma retração ou diminuição da quantidade de trabalhadores empregados no setor. Dessa forma, além de não ter alcançado a quantidade prevista de trabalhadores registrados, o setor sofre ainda com a demissão dos que já estavam empregados.

Entre os cursos disponibilizados pelo Sindicato dos Metalúrgicos estão: Soldador Completo, Mecânica Básica Industrial, Operador de Empilhadeira, Ar Condicionado e Refrigeração e Operador de Retroescavadeira. O Professor Cidraque Pereira Neto, que ministra o curso de Ar Condicionado e Refrigeração, conta que dos treze alunos da primeira turma formada, apenas dois não estão empregados.

Segundo Neto, falta mão de obra especializada no mercado e, no caso da refrigeração, o que acontece é que profissionais de outras áreas acabam por fazer esse tipo de serviço nas indústrias. “Muitas vezes, dá um problema em um ar condicionado da empresa e acabam por deslocar um profissional que não é qualificado para consertar, o que pode ocasionar acidentes de trabalho”, explica.

O professor ainda conta que, no caso específico do Curso de Refrigeração, há o encaminhamento para estágio. Além disso, o aluno recebe a certificação nos parâmetros de Norma Reguladora 10 (NR10), emitida pelo Ministério do Trabalho, voltada à segurança em instalações e serviços de eletricidade, e a Norma Reguladora 35 (NR35), para o trabalho em altura.

Aqueles que estiverem interessados nos cursos oferecidos pelo Sindicato podem entrar em contato pelo telefone 3025-1717. Os valores variam. Para trabalhadores sindicalizados, muitas vezes é cobrada apenas uma taxa para cobrir as despesas de material, e para não sindicalizados, cobra-se o valor integral dos cursos, que pode ser dividido em até três vezes.

 

A qualificação profissional pode ser um meio de garantir a empregabilidade

 

 

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