A data base para reajuste do salário dos metalúrgicos é dia 01 de dezembroApesar do momento de crise na categoria, o sindicato está em processo de negociação com o Sindicato Patronal, para trazer benefícios aos trabalhadores

 O Sindicato dos Metalúrgicos de Ponta Grossa está em negociação da data-base com o sindicato patronal, o SindiMetal. O objetivo é discutir as propostas de ajuste salarial para 2016/2017. Nos próximos dias, será convocada uma nova assembleia para discutir os próximos passos para a finalização da discussão da pauta de reivindicação com o Sindicato Patronal.


A data-base de referência para a categoria é 01 de dezembro, ou seja, o reajuste que for decidido será recebido pelo trabalhador ainda este ano. A atual proposta do Sindicato requer um reajuste no valor da inflação (em torno de 8%), mais um aumento real de 5%.

O setor vive um momento ruim por conta da crise. Só nas metalúrgicas Scheffer e Schiffer ocorreram 140 demissões neste semestre. A Scheffer fechou 60 postos de trabalho, enquanto a Schiffer demitiu 80 funcionários, desde setembro. Segundo o Presidente do Metalurgente, Mauro Cesar Carvalho, desde o início de 2015, já são aproximadamente 3 mil demissões, o que representa uma retração de 30% no setor na região.

Para aqueles que continuam empregados, há uma proposta de aumento no piso salarial, que atualmente é de R$ 1.230. Além disso, há ainda o valor referente ao adicional de insalubridade que é pago para o profissional submetido a condições de trabalho que oferecem risco para a saúde. O pagamento varia conforme o tipo de trabalho necessitado pela empresa.

A última assembleia da categoria aconteceu no último dia 11 quando foram discutidas também outras questões como normas de segurança, maior qualidade no local de trabalho e medidas para melhoraria da qualidade de vida do trabalhador.

“Este momento é uma oportunidade única no ano para discutir estas questões”, afirma o presidente Mauro Carvalho. Sobre o atual momento de crise ele finaliza afirmando que “a conjuntura não é favorável, mas para o trabalhador nunca foi fácil”.

 

Foto: Assessoria Metalurgente/ Bruno Messias

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