Entidades ligadas aos Direitos Humanos, membros da sociedade civil organizada e partidos políticos se reuniram nesta segunda-feira, 15 de fevereiro, no Novo Acampamento do Movimento do Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).

 

O ato teve por objetivo dar apoio às 20 famílias que estão acampadas na área da Fazenda da Embrapa.

Ao redor do mastro da bandeira do MST, cantando músicas que falam de igualdade social e distribuição de terras, os acampados e membros das entidades da sociedade civil manifestaram seu desejo de ver as pessoas trabalhando na terra de forma mais justa e melhor distribuída. João Israel, militante do MST, organizou o ato juntamente com Célio Rodrigues, um dos coordenadores do movimento em Ponta Grossa.

Além da distribuição de terras e divisão de renda mais justa, outro ponto levantado durante o ato foi a questão dos transgênicos, uma vez que a soja plantada na área é transgênica. Paulo Facin, professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) reforçou a necessidade do compromisso com o planeta, com o uso consciente do solo e dos recursos naturais.

Estiveram presentes, manifestando seu apoio aos integrantes do MST: Andresa Jacobs, do Grupo Fauna; Leandro Dias, da coordenação do Diretório Central dos Estudantes (DCE-UEPG); Beto Barbosa, da Cáritas; Sérgio Gadini, professor da UEPG; Péricles de Holleben Melo, deputado estadual; e Ana Maria Holleben, vereadora; entre outros representantes de entidades da sociedade civil organizada.

Os acampados encontram dificuldades básicas para garantir a sobrevivência das famílias. Não há luz, e a água é retirada de um poço sem auxílio de bombas. Além disso, os integrantes do movimento entraram em novo confronto com funcionários do tenente coronel reformado Waldir Copetti Neves, no sábado, dia 13.

A fazenda é da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Mas o tenente coronel Waldir Copetti Neves tem uma ação na Justiça onde pede o usucapião das terras.