emilianozapata1-27-03-12O pré-assentamento recebeu, na semana passada, 25 pesquisadores de diversas instituições de ensino superior. O objetivo é conhecer locais no Paraná que praticam agroecologia e agricultura sustentável.

 

Alunos e professores de cursos de Mestrado em Geografia visitaram na quinta-feira, 22 de março, o Pré-Assentamento Emiliano Zapata, para aprender sobre agroecologia e agricultura sustentável. A visita contou com alunos do curso de mestrado da Universidade Federal do Paraná (UFPR), dos cursos de pós-graduação da Universidade Estadual do Maranhã (UEMA), da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e também da Universidade Estadual do Pará (UEPA).

Para o professor do curso de mestrado em Geografia do Trabalho da UFPR, Jorge Montenegro, “a visão de campo que alunos tem sobre agricultura está baseada nos conceitos que demonstramos em sala de aula e a visita nos proporciona testar essas teorias na realidade”.

Reforma agrária e agroecologia

Integrante há 16 anos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Célio Rodrigues aproveita a oportunidade para expor sobre a utilização da agroecologia na produção dos alimentos no Emiliano Zapata. O pré-assentamento conta com uma área de 10.000 m² para de plantio de alimentos orgânicos livres de agrotóxicos.

“Instigamos os alunos e conhecer mais sobre a geografia e as relações com experiências de de ecologia e análise da agricultura no trabalho”, comenta o professor do curso de mestrado em Geografia do Trabalho da UNESP, Antonio Thomas Junior. Para Antonio as visitas são uma forma de diversificar a teoria com a prática.

A aluna do mestrado da UFPR e professora da UEMA, Maria do Rosário, acredita que a principal função das visitas é proporcionar aos alunos um conhecimento sobre grupos e comunidades que militam na busca por uma agroecologia ou da agricultura sustentável.

Modo de vida

O pré-assentamento possui 150 moradores e é composto por 50 famílias, responsáveis por sete a dez alqueires de terra para o plantio de alimentos orgânicos. Responsável pela apresentação do pré-assentamento aos alunos e professores, Celio Rodrigues declara que a visita é um forma de intercâmbio entre uma instituição superior com o modo de vida do campo. “Nosso estilo camponês denuncia nosso modo de vida e nosso objetivo que é fazer a reforma agrária”, diz Celio.