Horta sendo irrigadaLocalizado no município de Teixeira Soares, o assentamento Ernesto Che Guevara completa 16 anos em 2013. Atualmente, 103 famílias moram na área, onde, anteriormente era uma fazenda.

Em Ponta Grossa, o Pré-Assentamento Emiliano Zapata completa 10 anos, mas por ainda não terem o título da terra onde vivem, os agricultores seguem com opções limitadas de produção.

Hoje, no Che Guevara a produção leiteira é o grande gerador de renda da comunidade. Segundo o assentado Eduino Massulini é pequeno o número de pessoas que precisam ir para cidade trabalhar.

“Nesses anos o pessoal aprendeu muito sobre como sobreviver da terra. Hoje a produção de leite é a principal fonte de renda da comunidade”, conta. Além do leite, a produção de frutas e verduras são complementares.

O morador do Pré-Assentamento Emiliano Zapata, Célio Rodrigues, afirma que a comunidade tende a seguir os passos do outro assentamento.

“Estamos em um estágio inicial de produção de verduras, mas temos grande potencial para, em breve avançarmos na produção leiteira. Estamos em uma primeira etapa. A próxima é o leite”, afirma.

O leite produzido pelos assentados do Che Guevara é vendido para BR Foods de Carambeí. “Vou até o assentamento a cada dois dias. Por semana o pessoal nos entrega cerca de 3000 L de leite. Hoje, o maior produtor de lá tira 320 L por dia”, conta a técnica da empresa Liz Onofri.

Eduino acredita que assim que o Emiliano Zapata seja oficializado como assentamento a comunidade tem tudo para partir para produção leiteira. “Tivemos essa etapa aqui no Che também. Esse é o início, quando as questões da terra estiverem melhor resolvidas eles também poderão criar umas vaquinhas e vender o leite”, acredita.

“O ideal para nós é avançarmos na produção do leite, mas por enquanto seguimos com as verduras até que tenhamos uma estrutura bem estabelecida”, diz, Célio.

Arquivo comunitário:
06/08/13: "Há 25 anos em Ponta Grossa, CETA incentiva agricultura ecológica"