Presidente Dilma Rousseff irá participar das atividades nesta sexta, dia 24

A 14ª Jornada de Agroecologia iniciou na quarta-feira, dia 22, e segue até o sábado, dia 25. O evento trouxe uma programação diversificada, que inclui seminários, venda de produtos agroecológicos, oficinas e atividades culturais. Segundo dados da organização, mais de 4 mil pessoas estão acampadas no Centro de Tradições Willy Laars e no Parque Aquático de Irati. Representantes do Rio de Janeiro, de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Amazonas, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, nordestinos residentes no Sudeste e Paraguai estão participando da Jornada.


Nesta quarta-feira, dia 22, moradores do município e participantes do evento realizaram uma passeata pelas principais ruas da cidade, levando cartazes e mensagens em debate na Jornada, como os malefícios do uso de agrotóxicos e de sementes transgênicas.

Na quinta, dia 23, o membro da coordenação nacional do Movimento Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, participou da primeira conferência da 14ª Jornada de Agroecologia. Um dos pontos defendidos por ele é que a agroecologia é uma nova matriz de produção agrícola.

Stédile ressaltou a importância para Jornada para difundir esse conceito como uma alternativa aos problemas provocados pelo agronegócio. Para ele, esse é o caminho para salvar o planeta dos altos custos resultantes da depredação provocada pelo agronegócio e dos problemas de saúde pública provocados pelo uso de agrotóxico.

 

 

Ainda na noite do dia 23, festa com a participação do Encantados Trupe Agroecológica e Grupo Mandicuera, do litoral paranaense, que animou a noite com o tradicional Fandango Caiçara.

Nesta sexta, dia 24, a presidente Dilma Rousseff vai participar das atividades do evento no município iratiense.

 

Participação de movimentos sociais
A 14ª Jornada de Agroecologia conta com a participação de integrantes de movimentos sociais de diversos lugares do país. O evento surgiu em 2002, por meio de uma parceria de movimentos sociais do campo e organizações da agricultura familiar.

O objetivo desse encontro é discutir questões relacionadas à agroecologia, como a vida no campo, as relações sociais e a construção de políticas públicas voltadas para o tema. Nesses eventos, também há a tradição da troca de sementes crioulas.

O Movimento Sem Terra é uma das instituições promotoras do evento. Desde 2000, o grupo defende a agroecologia como linha política e alternativa ao agronegócio, principalmente, para os pequenos agricultores. Durante o evento, os integrantes têm a possibilidade de discutirem e trocarem experiências sobre o assunto.

Arquivo comunitário
08/11/2013 - Movimentos sociais combatem os transgênicos há 10 anos
16/04/2013 - Com 14 anos de história, Assentamento do Contestado é exemplo no MST

 

Correção
Na frase "Um dos pontos defendidos por ele é que o agronegócio é uma nova matriz de produção agrícola", a palavra "agronegócio" foi substituída por "agroecologia", por ser este o termo utilizado por Stédile.

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Maria Lúcia Becker, pela coordenação editorial

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