Stedile fez referência ao documento na abertura e no encerramento de sua conferência

A Encíclica do Papa Francisco tornou-se referência na 14ª Jornada de Agroecologia, realizada em Irati, Paraná, nos dias 22 a 25 de julho. O documento não foi apenas citado, mas também recomendado à leitura pelos dois principais conferencistas do evento, João Pedro Stedile, membro da Coordenação Nacional do MST, na quinta-feira, 23,  e Frei Betto, na sexta-feira, 24.

 

Ao iniciar a abordagem sobre o tema “Movimento do capital na agricultura e suas consequências”, Stedile se referiu ao planeta como “casa comum”, retomando as palavras do Papa Francisco: “O planeta , no fundo é uma casa comum, onde todos os seres coabitam, os fungos, as bactérias e, inclusive, os seres humanos”.

Já no encerramento de sua palestra, o ativista enfatizou: “A Encíclica do Papa é um documento em defesa da agroecologia, da natureza. Portanto, nossa luta enfática contra um inimigo comum tem força”.

Frei Betto também fez menção à Encíclica Papal ao encerrar sua palestra “Elementos filosóficos para a construção de uma sociedade justa, igualitária, culturalmente diversa e ecologicamente sustentável”, com recomendações à leitura:

“Tenham o trabalho de ler o documento. Nunca se produziu um documento agroecológico tão social como este. É um documento de maior importância para levar para prática e propagar”.

 

A Encíclica do Papa Francisco também estava à venda na feira da 14ª Jornada de Agroecologia, ao valor de R$5,00 o exemplar, versão publicada pela editora Paulinas. Divulgada pelo Vaticano em 18 de junho de 2015, a Carta Encíclica tornou-se um documento político para todo mundo em defesa do meio ambiente. Enumerado em 246 parágrafos, o documento está dividido em seis capítulos: “I – O que está acontecendo em nossa casa; II – O evangelho da criação; III – A raiz humana da crise ecológica; IV – Uma ecologia integral; V – Algumas linhas de orientação e ação; VI – Educação e espiritualidade ecológicas”.  

Como escrito no 16º parágrafo, toda a Carta Encíclica perpassa eixos centrais,  como “a relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta, a convicção de que tudo está estreitamente interligado no mundo, a crítica do novo paradigma e das formas de poder que derivam da tecnologia, o convite a procurar outras maneiras de entender a economia e o progresso, o valor próprio de cada criatura, o sentido humano da ecologia, a necessidade de debates sinceros e honestos, a grave responsabilidade da política internacional e local, a cultura do descarte e a proposta de um novo estilo de vida”.

O documento está disponível no site da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), através do link Santa Sé, do Vaticano

Stedile defende agroecologia contrapondo às “contradições do capital”

 Frei Betto participa da 14ª. Jornada da Agroecologia, em Irati