Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam na segunda-feira, dia 09, a sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em torno de 150 pessoas que vivem no acampamento Emiliano Zapata se dirigiram ao local para exigir a documentação necessária para a regularização e assentamento da área em que vivem.

 Conforme informações do MST, a ocupação deste ano em frente à Embrapa é a sexta em 11 anos, em prol da mesma reivindicação. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), responsável pela aquisição e desapropriação de áreas para reforma agrária, de acordo com o movimento, já realizou em 2007 um depósito no valor de 5 milhões de reais a fim do Título da Divida Agrária. 

Há 11 anos, o Emiliano Zapata funciona como acampamento para 48 famílias que integram o MST de Ponta Grossa. A área de 630 hectares, antes dedicada somente ao cultivo de soja, atualmente produz verduras e legumes para venda a partir do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), articulado pelo MST, além de abastecer feiras municipais.

Arquivo comunitário

25/04/2013 - Integrantes do MST cobram liberação de terras ocupadas há 10 anos

13/11/2008 - Terras do Acampamento Emiliano Zapata passam por medição

 

Pré-Assentamento Emiliano Zapata, distante a 30 km de Ponta Grossa, precisa de regularização das terras para conseguir recursos do INCRA. Aproximadamente 60 famílias residem hoje no local. No Paraná, mais de 32 mil famílias foram assentadas nos últimos nove anos

Cerca de 45 famílias do pré-assentamento Emiliano Zapata, em Ponta Grossa, participam da troca de experiências na produção de alimentos. O evento acontece na próxima quarta-feira, 16, no assentamento Contestado, na Lapa. No dia, os moradores das duas comunidades discutem propostas de melhorias no campo. 


Idoso sentado em galhos de madeiraO procedimento de aposentadoria dos trabalhadores rurais é diferente daqueles que trabalham nos centros urbanos. Para se enquadrar nas regras, é necessário apresentar documentos que comprovem a atividade rural durante o período mínimo de 15 anos ininterruptos. Notas relativas à entrega de produtos ou venda de animais a cooperativas agrícolas, por exemplo.

Sem-terras erguendo caixinhas de sementes crioulasHá 12 anos o MST realiza anualmente a Jornada de Agroecologia. As pautas iniciais deste evento iam contra o agronegócio e a favor da agricultura sustentável, ecológica. A partir da segunda edição um novo tema foi debatido e combatido pelas jornadas: os transgênicos.

Imagem de apresentação cultural do I Festival de Artes das Escolas de AssentamentoO MST realizará de 7 a 10 de outubro, no Teatro Guaíra, em Curitiba, o II Festival de Artes das Escolas de Assentamento do Paraná. O tema deste ano é “Plantando arte e colhendo cidadania no campo”.

Horta sendo irrigadaLocalizado no município de Teixeira Soares, o assentamento Ernesto Che Guevara completa 16 anos em 2013. Atualmente, 103 famílias moram na área, onde, anteriormente era uma fazenda.

Pessoas sentadas durante reuniãoDois representantes do Pré-Assentamento Emiliano Zapata participaram na quinta-feira (19) de uma reunião na Escola Latino Americana de Agroecologia (ELAA). O motivo é a participação da comunidade em um projeto da Fundação Petrobrás.

Na tarde da última quarta-feira, dia 7, cerca de 3.500 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra saíram em caminhada pelas principais ruas do centro de Maringá.

A produção e comercialização de produtos agroecológicos passa pela conscientização e cuidado com o meio ambiente. Em Ponta Grossa, o Pré- Assentamento Emiliano Zapata, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e alguns consumidores têm essa consciência. 

Pagar mais para consumir com maior qualidade e consciência
Aumento da produção agroecológica leva vendas à internet
Editorial: Pensar e produzir agroecologia