Em assembleia, Conselho Administrativo da UEPG adia, por mais dois meses, decisão de reajuste

Estudantes se reúnem, no DCE, para debater projetos de assistência estudantil da UEPG (Foto: João Vitor Borba)

A decisão sobre aumento do preço no Restaurante Universitário da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) ficará apenas para o mês de dezembro. O adiamento aconteceu, na última segunda-feira (3), em assembleia mensal do Conselho Administrativo (CA), realizada na Reitoria, no Campus Uvaranas.


Durante a reunião, o conselheiro representante dos discentes, Amazonas Santos, pediu vistas ao processo. Dessa forma, a proposta de aumento somente voltará para a pauta daqui duas reuniões.

Airton Pereira, suplente na cadeira dos docentes, esclareceu que o reitor, Carlos Luciano Vargas, pediu um prazo mais estendido para a decisão acerca da proposta, bem como para o Plano de Assistência Estudantil, a ser oferecido pela UEPG.

Pereira afirmou que, junto ao titular da cadeira de representação docente no CA, o professor Robson Laverdi, estudará as implicações da proposta de aumento na tarifa do RU. Ambos pretendem ouvir a comunidade acadêmica e economistas acerca dos impactos do aumento proposto.

Estudantes debatem aumento do RU

No dia 1 deste mês, acadêmicos da UEPG se reuniram na sede do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Durante a plenária, foi relatado que não foram apresentados motivos concretos para a proposição do aumento de mais de 200% no preço da refeição.

A proposta do Gabinete da Reitoria envolve três estágios de preços para o RU. Para estudantes, servidores e professores, neste último caso para os docentes que recebem até cinco salários mínimos, o preço subiria de R$ 1,90 para R$ 4. Docentes que recebem mais de cinco salários mínimos, passam a pagar R$ 6. Por fim, a tarifa para visitantes, que atualmente pagam R$ 8, passaria para R$ 12.

Segundo o assessor do Gabinete, Neomil Macedo, a mudança no preço partiu de uma comissão formada pela Reitoria com representantes discentes, docentes, dos servidores e das pró-reitorias. “O RU hoje trabalha com déficit. O parecer da comissão foi pelo reajuste do preço”, afirma.

 

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