Estudantes a caminho da plenária na Câmara Municipal no dia 23 de novembro. (Foto Alessandra Delgobo)

 

Aconteceu na terça-feira da semana passada, dia 13, reunião entre estudantes e Prefeitura de Ponta Grossa. O objetivo foi a discussão de pauta de reivindicação apresentada pelo movimento estudantil no início deste semestre.

O agendamento da reunião se deu após um grupo formado por cerca de 45 alunos participar, ainda em novembro, de plenária na Câmara de Vereadores. Na ocasião, após a leitura de uma carta que reivindica o posicionamento dos vereadores contra as medidas previstas pelo governo federal que podem afetar o setor de educação, os estudantes se deslocaram para a prefeitura a fim de retomar a negociação com o prefeito Marcelo Rangel.

A equipe do Portal Comunitário tentou entrar em contato com membros do movimento estudantil mas até o fechamento desta matéria nenhum deles deu retorno sobre a reunião.


Durante ato na Praça Barão do Rio Branco, estudantes elaboram carta para vereadores. (Foto Alessandra Delgobo)

 

Protesto de estudantes secundaristas cobra posicionamento dos poderes Executivo e Legislativo

A movimentação que levou à reunião aconteceu no dia 23 de novembro, quando cerca de 45 estudantes secundaristas se reuniram em ato na Praça Barão do Rio Branco, em frente ao Colégio Regente Feijó. Após a elaboração de uma carta destinada aos vereadores da cidade, o grupo caminhou, em passeata, até a Câmara Municipal de Ponta Grossa.

Ao chegarem à Câmara Municipal, foram disponibilizados, ao presidente da União Municipal Estudantil Secundarista Pontagrossense (UMESP), Christopher Ferreira, cinco minutos de fala durante a plenária da sessão de vereadores. O tempo foi utilizado para a leitura da carta.

O documento escrito pelos secundaristas solicitou que a Câmara de Vereadores se pronunciasse contra a Proposta de Emenda à Constituição 55, contra a Medida Provisória 746 e a favor do passe livre no município. Os estudantes também pediram que fosse enviado a Brasília um ofício declarando a posição do legislativo de Ponta Grossa contra a PEC e a MP 746.

“A reforma do Ensino Médio, a MP 746, proposta pelo então presidente Michel Temer, é antidemocrática. Além de manipulada pela mídia, não atende nossas reais estruturas e necessidades”, defendeu Christopher. O argumento principal foi a retirada das matérias essenciais para a formação artística, crítica e física do aluno, como filosofia, sociologia, educação física e artes.

O presidente da Câmara, Sebastião Mainardes Júnior, ao final da fala do Christopher, afirmou que tão logo o pedido fosse protocolado, os vereadores estariam enviando a correspondência solicitada a Brasília.

Outro ponto discutido foi o do passe livre, que tem limitações no uso. Em julho deste ano, aconteceu uma reunião com o prefeito do município, Marcelo Rangel. O encontro, que contou com a presença de representantes de 25 escolas, discutiu reivindicações estudantis para melhoria no passe livre.

Na reunião, foram discutidos os cinco principais pontos da ata de exigências entregue pelos estudantes em manifestação ocorrida em junho: a inexistência de vagas, a data de recarga, flexibilização de horários, limitação da distância e ampliação do benefício. Ao final, foi dado um prazo de três meses para que as demandas dos estudantes fossem estudadas. O prazo acabou e o problema ainda não foi resolvido.

Após a sessão da câmara, os estudantes foram até a prefeitura para cobrar uma resposta sobre o passe livre.