Federação Repúbli-k, grupo de rap chama atenção de cidade e região

Grupo dando entrevista para o programa Rap do Interior do canal Careca Poeta Loko  (Foto: Leandro Camargo)

O grupo de rap Federação Repúbli-k foi formado em 2003 pelos integrantes Juliano Silva (Gafanhoto), Alex de Paula (Zero Meia) e Flávio Valvassori (DJ Banga). O trio lançou, em 2004, o álbum "Demorô", que inaugurou a carreira, com as primeiras músicas do grupo.

 


Em 2008, foi lançado o segundo CD chamado “Babilônia a Pé”. Somente em 2014, houve um novo lançamento, o álbum “Tem Que Ouvir Pra Ver”, que segue sendo divulgado e apresentado. O grupo, que já se apresentou em vários eventos ligados ao rap na cidade, também tem marcado presença em reuniões culturais e discussões sobre rap.

Com parcerias com outros grupos, o trio acaba divulgando e apoiando a a cultura do rap não somente com o próprio grupo, mas também através dos formados por amigos ou conhecidos. Dessa maneira, eles se tornaram conhecidos pela cidade e região. Como normalmente acontece, um conhecido apoia e divulga o outro. Assim, o Federação Repúbli-k foi crescendo dentro e fora da cidade.

O rappers já participaram do programa de rap liderado por Cleverson Ney (o Careca), da cidade de Campo Mourão, interior do Paraná. A entrevista foi postada no dia 30 de dezembro passado, no canal do Youtube “Careca, Poeta Loko”. O clipe “Discriminência” foi exibido no programa Manos e Minas da TV Cultura, em 2015. E, em Ponta Grossa, o programa Hip Hop PG, da TV Educativa, sempre exibe seus clipes.

Portal Comunitário: Como se conheceram?
Gafanhoto: Nos conhecemos em um evento de rap, com grupos locais, em 2003. Eu [Juliano] tinha um grupo com um amigo e o Zero Meia [Alex] cantava sozinho. Zero Meia foi o primeiro a cantar. Em seguida, foi a apresentação do grupo que eu tinha com meu amigo. Durante o evento, conversamos e percebemos ideias em comum.

PC: Por que resolveram formar um grupo?
Gafanhoto: A ideia surgiu já no evento em que nos conhecemos. Gostei muito da apresentação dele, naquele dia. Como ele cantava solo, saímos de lá já com a ideia de convidar o DJ Banga [um amigo em comum] e formar um grupo, paralelamente ao que eu já participava.

PC: De onde e de quem surgiu a ideia para o nome do grupo?
Zero Meia: Eu [Zero Meia] que inventei esse nome. Não tem sentido algum. Vem de República Federativa, só foi invertida a ordem. Surgiu em um momento de ‘inspiração’ olhando uma nota de R$ 1 real (existia isso!). Não tem um significado em especial, mas, com certeza, não surgirá outro grupo com o mesmo nome.

PC: Sempre teve os mesmos integrantes?
Zero Hora: Sempre. Eu, DJ Banga e Gafanhoto.

PC: Quais são suas influências na música?
DJ Banga: São várias influências. Algumas delas são Racionais, Wu Tang Clan, Beastie Boys, SP Funk, Mos Def, Xis, Planet Hemp. O que ouvimos, além do RAP, também influencia na nossa forma de fazer RAP, como Vinicius de Moraes, Tim Maia, Moreira da Silva, etc.

PC: Já tiveram alguma participação especial em alguma de suas músicas?
Zero Meia: Tivemos a participação do Scilas, vocalista da banda Mandau, na música ‘Não Tem Quintal’. Na música ‘De Quebrada’, participou um MC de Campo Mourão, o Careca do grupo Rajada. Na música ‘Liberdades’, tivemos a participação do Patrick Paulista, vocalista da banda Finish Line. Também a participação do Danilo, baterista da Dr. Skrotone e a Máfia do Ska, compondo o instrumental da música ‘Discriminência’.

PC: Por que houve um grande intervalo até a produção do novo CD?
Gafanhoto: Em 2009, um ano após lançar um álbum independente [Babilônia a Pé], o Federação se juntou a dois outros grupos da região para formar um novo grupo, o ‘Produto Nosso’. O novo grupo se formou, o Federação não deixou de existir, mas a prioridade se tornou a gravação de um CD do Produto Nosso. Em 2012, uma nova junção, com músicos da região, deu origem a ‘PG Town Rap-Jazz Ensemble’. A produção de um novo CD do Federação foi ficando em segundo plano.

PC: Nesse tempo vocês seguiram algum projeto individual relacionado à música? Quais?
DJ Banga: Individual não. Foi o Federação todo pro ‘Produto Nosso’ e ‘PG Town’.

PC: Ainda estão envolvidos nesses ou em outros projetos além do Federação Repúbli-k?
Gafanhoto: Sim, ainda estamos. Com alguns integrantes a menos, continuamos com o Produto Nosso. O projeto com a PG Town estava parado por um tempo, mas já marcamos reunião para discutir uma forma de retornar.

PC: Todos escrevem as letras?
Zero Meia: Todos, inclusive o nosso DJ. Cada um escreve as rimas que interpreta.

PC: Como é dividida a “função” de cada um no grupo? Mantém-se sempre a mesma?
Gafanhoto: Os três são MCs, os três escrevem e interpretam suas letras. Banga, além de MC, também é DJ. Eu (gafanhoto) crio os instrumentais, o Zero Meia cuida da masterização e mixagem das músicas. Mantemos a mesma função, com o Banga atuando, em geral, como DJ e em algumas músicas como MC.

PC:Tem algum tipo de patrocínio? Ou ajuda financeira?
DJ Banga: Não temos patrocínio. Nós mesmos arcamos com as despesas.

PC: E alguém ajuda na produção e divulgação?
Zero Meia: A produção é toda feita por nós mesmos. Desde a produção dos instrumentais até os processos finais da gravação de uma música. Montamos um estúdio e ali mesmo produzimos em conjunto. A divulgação é feita por nós mesmos, mas, com tantas redes sociais, muitas pessoas nos ajudam nisso, compartilhando e passando adiante algumas músicas.

PC: Pretendem continuar com o grupo?
Gafanhoto: Sim, com o grupo e com os projetos paralelos, enquanto a gente conseguir.

PC: Como tem sido o retorno em relação às músicas novas?
Gafanhoto: Gravamos o clipe de uma das músicas do álbum chamada “Discriminência”. Essa foi a que mais repercutiu, a que mais ouvimos comentários. Em geral, as pessoas gostaram ou, então, estavam mentindo para nós. Por ser lançada em separado, ganhou uma atenção especial. As outras foram lançadas ao mesmo tempo e há pouco tempo. Creio que demore, um pouco mais, para que tenhamos retorno das outras músicas do álbum.

PC: Pretendem lançar mais algum clipe das músicas do novo CD?
Gafanhoto: Captamos algumas imagens para um segundo clipe que está em processo de edição. Pretendemos gravar um clipe para cada uma das 14 músicas. Embora isso seja mais um sonho do que um projeto, queremos fazer o máximo que pudermos.

PC: As músicas e clipes são distribuídas apenas pela internet?
Zero Meia: Temos este álbum recente na internet e também a versão física que vendemos em eventos dos amigos ou quando vamos nos apresentar também. Os clipes são exibidos em um programa da TV local, o Hip Hop PG, e também no YouTube.

 

Federação Republi-k para fotos de divulgação do lançamento do CD ‘Tem Que Ouvir Pra Ver’ (Foto: Danilo Gabriel)

PC: Onde podem encontrar as músicas da banda?
Todos: No soud cloud (https://soundcloud.com/federacaorepublik), no YouTube e comprando o nosso CD com a gente.

PC: Quais são os projetos futuros para o grupo?
DJ Banga: Divulgar este novo álbum ‘Tem Que Ouvir Pra Ver’ para além da cidade e do estado.

PC: Vocês têm uma agenda de apresentações?
Zero Meia: Não temos uma agenda fechada ainda, mas algumas apresentações marcadas. Conforme as pessoas vão chamando e a cidade conhecendo, acaba surgindo novas oportunidades.

PC: Onde acontecem os shows da banda?
DJ Banga: Normalmente em alguns bares da cidade e em praças públicas.

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