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Neste sábado, mulheres e homens vão às ruas para reivindicar o fim da violência contra a mulher na Marcha das Vadias. Durante toda a semana, organizadoras promoveram atividades de conscientização e integração.

Desde terça-feira, dia 7, a Marcha das Vadias está realizando iniciativas para discutir os direitos das mulheres e envolver as pessoas na luta contra a violência. Como atividades preparatórias para a Marcha, que acontece neste sábado, a partir das 10h, foram realizadas oficinas, debates e eventos diversos.

Na última quarta-feira, as organizadoras da Marcha promoveram uma Oficina de Batucada no Diretório Central dos Estudantes (DCE) com a intenção de fazer muito baralho na Avenida Vicente Machado. O movimento contou com o apoio da bateria da Atlética VI de Novembro - Administração, Contábeis, Comex e Economia da UEPG, dos membros do Grupo da Marcha em Ponta Grossa e interessados em lutar pela causa das mulheres.

Na oficina foram confeccionados instrumentos para garantir o barulho nas ruas de Ponta Grossa. Latas de tinta, faixas de tecido, cabos de vassoura que serão usadas como baquetas, sementes e copos de metal para os chocalhos estão entre os materiais propostos na oficina. Foram ensaiadas as músicas que irão ser tocadas e cantadas durante a Marcha, assim como paródias de marchinhas de carnaval bem conhecidas como “Abre-Alas”, ”Cachaça não é água”, entre outras.

Willian de Castro, professor da rede estadual de ensino, lembra que a cada 15 segundos uma mulher é violentada no Brasil e explica que, para denunciar esta situação, durante a Marcha serão lidos depoimentos de mulheres que sofreram algum tipo de violência. A intenção, segundo ele, é informar à sociedade que a violência contra a mulher cresce a cada dia e mostrar que o objetivo do movimento é acabar com a violência contra a mulher das mais variadas formas (física, moral, econômica, psicológica ou social).

“Colocar um fim sobre o estereótipo de beleza que a sociedade impôs de que a mulher tem que ser magra, branca e de cabelo liso. Isso é incluir a igualdade de gênero”, acrescenta Willian, referindo-se à necessidade de derrubar preconceitos.

Na última quinta-feira, dia 9, a Marcha das Vadias promoveu também um Café Comunitário que teve início às 19h, no Sindicato dos Empregados no Comércio de Ponta Grossa. Cada participante levou um prato e o ambiente descontraído serviu como espaço de discussão e esclarecimentos entre integrantes e organizadores da Marcha.

Em continuidade à semana de eventos da Marcha aconteceu ontem uma mostra de documentários no Auditório do Observatório Astronômico da UEPG, campus de Uvaranas, com a mediação da professora Karina Janz Woitowicz, professora do curso de Jornalismo e uma das coordenadoras do grupo de estudos de Gênero e Mídia da UEPG. Foram exibidos os seguintes documentários: “À margem do corpo” (dirigido por Débora Diniz), “Uma história Severina” (de Eliane Brum e Débora Diniz) e “Tinha que ser mulher” (produzido por Jodely Muniz e Josielle Caminha), seguidos de debate.

Neste sábado, a partir das 10h, acontece a 1ª Marcha das Vadias de Ponta Grossa, com concentração na Praça Barão de Guaraúna e término no Parque Ambiental.

Arquivo comunitário:

Marcha das Vadias realiza atividades de mobilização durante toda a semana

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Categoria: Mulheres/gêneros
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