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As ruas de Ponta Grossa foram tomadas no último dia 11 por um movimento que reivindica o fim da violência contra as mulheres. A 1ª Marcha das Vadias registrou adesão de homens, mulheres e famílias em um protesto marcado pela irreverência.

A manhã de sábado, dia 11 de agosto, poderia ser um dia qualquer, a não ser pelo fato que algumas pessoas começavam a se aglomerar na Praça dos Polacos. Era o início da primeira Marcha das Vadias de Ponta Grossa. Os participantes chegavam em grandes grupos, a maioria acompanhado de cartazes, pinturas corporais, maquiagem e roupas ousadas. Quando um grande número de pessoas já havia se acumulado, o som das batucadas e gritos de guerra tomou conta do local.

A Marcha teve adesão de adultos, crianças, jovens, estudantes e até mesmo pais acompanhando os filhos. Katia Schnekenberg veio ao convite do filho, Guilherme.  “Eu não sabia sobre a manifestação, mas meu filho me incentivou a vir, então eu e meu marido resolvemos acompanhá-lo”, conta. Katia considera a importância do movimento em uma cidade conservadora como Ponta Grossa.

Brunilda Indejejczak também compareceu à Marcha das Vadias junto com a filha Gisele. “Acho que as mulheres devem lutar contra a violência, porque só assim é possível mudar a sociedade”, completa.

A manifestação reuniu cerca de quase 500 pessoas, segunda dados da Guarda Municipal. O trajeto da Marcha das Vadias iniciou na Avenida Vicente Machado e passou pela Rua Augusto Ribas até a Praça Barão do Rio Branco. O grupo também seguiu pelo Calçadão até o Terminal Central. A concentração terminou no Parque Ambiental, com encenações e manifestações públicas.

Durante a marcha houve encenações de violência contra a mulher e também foram informados dados de agressões e homicídios no país e no estado do Paraná. Segundo dados do Instituto Sangari, centro de noticias voltado para os direitos das mulheres brasileiras, o Brasil ocupa o sétimo lugar do ranking mundial de homicídios femininos. E o Paraná é o terceiro estado que possui maior índice de violência contra a mulher. Os dados atualizados do mapa da violência contra a mulher você confere nesse link.

O que é a Marcha das Vadias?

O movimento surgiu no Canadá em 2011, depois que um policial afirmou que o modo de vestir das mulheres era a causa do crescente número de estupros no país. Em forma de protesto, as canadenses criaram a “slutwalk” traduzida em português como Marcha das Vadias. A manifestação luta contra o machismo e também qualquer tipo de violência contra a mulher seja física ou psicológica. No Paraná, a Marcha das Vadias, além de Ponta Grossa, chegou nas cidades de Curitiba, Londrina, Guarapuava, Jacarezinho e Maringá.

 

Arquivo Comunitário: Eventos de integração fortalecem 1ª Marcha das Vadias de PG

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Categoria: Mulheres/gêneros
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