Na manhã de sábado, 17, a cidade de Ponta Grossa teve a segunda edição da Marcha das Vadias. Ao contrário do ano anterior, quando o evento reuniu cerca de 500 pessoas, a manifestação deste ano atraiu para as ruas aproximadamente 80 participantes, de acordo com a Guarda Municipal de Trânsito.

 

Membro da comissão organizadora, Fabiane Bogdanovicz, lembra que por não ser um ano eleitoral a adesão de alguns setores da sociedade diminuiu. “Todas as Marchas tiveram uma participação inferior em relação ao ano passado. Quanto maior o número de conquistas, menor a motivação em seguir buscando os objetivos”, revela.

Neste ano, o trajeto teve algumas alterações. O grupo marchou da Praça Barão de Garaúna até o Terminal Central, onde seguiu pelo calçadão da Rua Coronel Cláudio e terminou o evento na Praça Barão do Rio Branco.

De acordo com a organização, os motivos da mudança foram: tempo de duração, acessibilidade e visibilidade.. O evento contou com encenações, discursos e participação de pessoas de várias idades.

Nos cartazes e músicas, revelava-se a indignação com o sistema vigente: ‘Não venha com sua velha opinião formada sobre tudo’, ‘A nossa luta é por respeito; mulher não é só bunda e peito’, poderiam ser vistos e ouvidos durante a Marcha.

O movimento que surgiu no Canadá em 2011 e ganhou força em diversos lugares do planeta, traz à tona o debate pelo fim da violência contra as mulheres e a igualdade de gêneros. “Vim representar os homens e mostrar que eles também fazem parte da luta e dos ideais feministas” conta o estudante Rullyan da Silva.

Para a ativista Ligiane de Meira, a Marcha das Vadias, além de dar visibilidade ao movimento feminista, ajuda as pessoas a pensarem no tema e abre o dialogo sobre a opressão vivida pela mulher.

“Apesar de cada dia mais o feminismo ganhar força, o tabu continuará por um bom tempo em nossa sociedade”, afirma a estudante, Alicia Krüger

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11/08/12 - Número de participantes da Marcha das Vadias chega a 500 pessoas