Sujeira e som alto em festas na Associação de Moradores tem tirado o sono da vizinhança. A diretoria diz que tem funcionária para a limpeza e que há hora para o evento acabar no contrato de locação.
 
Leia também:
 

Acusações, defesas e promessas

 

A casa de Maria Sakaguchi fica ao lado da Associação de Moradores da Palmeirinha, no bairro Nova Rússia. A moradora tem a residência há mais de dez anos no local. Mas, nos últimos meses, festas que ocorrem no salão da entidade têm incomodado a moradora.

O barulho das músicas, dos carros e da conversa entre as pessoas - até altas horas da madrugada, de acordo com Maria - faz com que ela não durma nos finais de semana. “O lixo que fica acumulado em frente ao lugar, depois dos eventos, também me incomoda bastante”, observa

A moradora relata que, em vários domingos, ela quem teve que recolher garrafas jogadas em frente à sua casa. “Uma vez, quando pedi para abaixarem o volume da música, uma menina gritou comigo e ainda me chamou de velha”, lembra.

A loja de decorações do senhor Wilson da Silva também fica próxima da Associação de Moradores. Ele também reclama de como o espaço da entidade vem sendo usado. Da janela em uma de suas salas é possível observar os fundos do salão. A grama está alta e, de acordo com Wilson, há pessoas que jogam restos de comida ali.

“Baratas, ratos e escorpiões já apareceram no meu estabelecimento”, conta. O que mais tem incomodado o comerciante é a falta de higiene. Wilson acrescenta que também já recolheu garrafas de bebidas alcoólicas e outros tipos de lixo do local.

“Em dia de semana, pelo que vejo, o espaço da entidade fica sempre fechado. Só abre mesmo para eventos no final de semana”, confirma a cabeleireira Elizete Mello. O salão fica também ao lado da Associação de Moradores da Palmeirinha.

Bastidores da reportagem: