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Depois da ocorrência no começo de novembro, diretor da Fapi diz que vai tomar medidas de precaução.

“Só quando houver reforço na segurança”, afirma a aposentada Elvira Líder, de 65 anos, em relação a voltar a participar dos bailes da terceira idade da Fundação de Assistência e Proteção ao Idoso (Fapi).
Depois do tiroteio no Bailão da Terceira idade, no começo de novembro, vários freqüentadores afirmam que têm medo de voltar a participar da diversão.

As festas, que ocorriam às tardes de quarta-feira, continuam suspensas. O diretor executivo da Fapi, José Carlos Adrioni, reconhece que é necessário reforço na segurança para que a atividade volte a acontecer.
Ele acrescenta que medidas de precaução vão ser tomadas para evitar problemas parecidos. “As pessoas não precisam se preocupar porque tudo deve voltar ao normal em breve”, garante.

Adrioni conta que há mais de dois anos a venda de bebidas em recipientes de vidro, como copos e garrafas, é proibida dentro do espaço. “Já é uma maneira de tentar evitar confusões”, diz. Ele afirma que, embora o consumo seja baixo e quase não existam casos de embriaguez durante as festas, esta é uma medida importante para evitar descontroles.

O diretor concorda que o número de seguranças, por exemplo, precisa ser maior e ele acrescenta que deve contratar mais pessoas para função. “Mas foi uma briga que envolvia um casal, uma questão pessoal. Aconteceu no salão, mas poderia ter sido na praça, no ônibus, em qualquer lugar”, ressalta.

Elvira sugere que as pessoas sejam revistadas assim que chegarem no lugar. “E mais gente tomando conta também. Assim, vou me sentir mais segura”, afirma.

Ciúme provoca disparo de tiros em bailão da terceira idade


No começo de novembro, duas pessoas ficaram feridas por arma de fogo durante o Bailão da Terceira Idade, no salão da Fundação de Assistência e Proteção ao Idoso (Fapi). O espaço fica na Praça Getúlio Vargas, bairro Nova Rússia.

Analdo Lopes, de 76 anos, foi quem disparou os tiros com um revólver calibre 22. Ele foi preso em flagrante e levado para o 1º Distrito de Polícia. O homem foi acusado de tentativa de homicídio e porte ilegal de armas.

Testemunhas que estavam no bailão naquele dia afirmam que Analdo atirou em Rosali Terezinha Norman, com quem tinha um relacionamento, por causa de ciúmes. Ela foi ferida com tiros nas mãos, cotovelo e tórax.

Wersey da Rocha, de 83 anos, também foi atingido de raspão, no rosto e na mão. Ele dançava com Rosali durante o bailão quando começou o desentendimento. Segundo uma das testemunhas, a pensionista Teresa Just, fazia tempo que Analdo prometia matar Rosali.

Teresa acrescenta que não foi a primeira vez que o senhor apareceu com um revólver. “Uma vez, ele foi até a casa dela armado”, conta. Elvira Líder, que também participava do evento, diz que todo mundo saiu correndo quando ouviram os tiros. Havia cerca de 300 pessoas no lugar.
Categoria: Nova Rússia
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