Na principal rua da Nova Rússia, onde se concentra o maior número de lojas, foram diversos assaltos nos últimos anos aos estabelecimentos que ficam abertos nos finais de semana e após o horário comercial. Funcionários reclamam da falta de segurança e exigem maior apoio da polícia

Com quase 20 mil moradores, a Nova Rússia é o 9° bairro com a maior taxa de população de Ponta Grossa (Dados: IBGE 2012). A região se mantêm no topo do ranking também no número de assaltos na cidade. Segundo a 1º Tenente da Polícia Militar (PM), Natália de Oliveira, os chamados mais frequentes no bairro são para tráficos e roubo.

Entre as diversas lojas na Avenida Dom Pedro II, o principal alvo dos ladrões são as farmácias. A drogaria Nissei já foi assaltada diversas vezes. De acordo com a funcionária Gilmara Bueno, o último assalto foi há 4 meses, quando o ladrão levou tudo o que estava no caixa.

Porém, ela conta que a frequência dos roubos diminuiu após o assalto violento em maio deste ano, que terminou com um bandido morto pela PM e quatro presos.

Por conta desse episódio, a assessoria de comunicação da empresa informou que investiu, na mesma época, mais de R$ 3 milhões em equipe de segurança privada, aparelhos de monitoramento e treinamentos dos funcionários em todas as lojas da franquia.

A poucos metros da Nissei, a farmácia Fleming também já foi alvo dos assaltantes. O farmacêutico, Everton Kulesza, relata que o último roubo na loja foi em dezembro do ano passado.

“Era umas oito e meia e foi muito rápido.Durou uns três minutos”. Apesar de diminuir os assaltos, o funcionário relembra que, no ano de 2011, teve um mês que foram assaltados mais de duas vezes.

Este quadro de preocupação é maior no endereço logo à frente: a farmácia AZFarma é mira dos assaltantes frequentemente. A funcionária Sarah Vigue reclama da falta de segurança.“Tínhamos que juntar todos os lojistas e exigir maior segurança. Os policiais chegam e só fazem o boletim, mas tinha que ter uma viatura parada aqui”, defende.Para ela, o pior descaso está na consequência psicológica que o roubo causa. “Dá até medo de vir trabalhar com tanto assalto”.

O grande índice de violência preocupa principalmente os profissionais de segurança pública, o que fez com que a 1ª Companhia do 1º Batalhão de Polícia Militar criasse, no ano passado, um novo projeto de proteção aos lojistas, a 'Patrulha Comercial'.

Pelo projeto, uma viatura funciona de segunda a sábado das 9:00 as 22:30 e é exclusiva para o comércio.Além disso, os policiais militares visitam os comerciantes, colhem dados, dão dicas e estabelecem contato através de um canal de comunicação direto com o comerciante, dispensando a ligação do 190 em alguns casos.

De acordo com a Tenente Natália, esta patrulha dá prioridade aos locais com mais incidência de roubos. Entre os bairros beneficiados estão o Centro, Nova Rússia, Uvaranas, Oficinas e Jardim Carvalho.

Ela ainda afirma que outras medidas também são tomadas para garantir a segurança. Entre elas, estão:

  • o policiamento com motos nas localidades com maior comercialização;
  • a aplicação do módulo móvel que fica em locais de concentração de pessoas e que também dá preferência à área residencial com o apoio das motocicletas;
  • e o serviço policial das viaturas que realizam o patrulhamento ostensivo em conjunto com o atendimento dos próprios policiais.

Contudo a tentente orienta que a segurança dos bairros deve ser feita em conjunto com a própria comunidade, os comerciantes e o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg).
“Basta o cidadão ligar no 190 ou 181 e fazer uma denúncia anônima, ou nos auxiliar nos casos em que não temos total informação”.


Para saber como prevenir assaltos nos centros comerciais, veja as dicas da cartilha da Conseg