A dona de casa Maria Helena Santos mora a duas quadras da Unidade Básica de Saúde Dr. Adilson Baggio, também no bairro Nova Rússia. Com 65 anos, a senhora lista de quais problemas sofre. “Tireóide, fibromialgia, insuficiência renal e osteoporose são alguns”, enumera.

Sujeira e som alto em festas na Associação de Moradores tem tirado o sono da vizinhança. A diretoria diz que tem funcionária para a limpeza e que há hora para o evento acabar no contrato de locação.
 
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Acusações, defesas e promessas

Adriana Baggio Fiuza faz parte da direção da Associação de Moradores da Palmeira, que fica no bairro Nova Rússia. De acordo com ela, existe uma pessoa que faz a limpeza do local depois dos eventos. “Alugamos o espaço da entidade para conseguirmos arrecadar dinheiro para o próprio grupo. Depois, usamos para pagar despesas, como limpeza e consertos gerais”, alega.
 
A integrante cuidou por um tempo da agenda da entidade. Segundo ela, no contrato, há horário estabelecido para a festa terminar. Adriana nega que os eventos durem até seis horas da manhã, como a moradora Maria Sakaguchi relata relatou.
 
A presidente, Laurita Hilgemberg, ocupa o cargo há pouco tempo. Ela substitui o antigo presidente porque ele é candidato a vereador em Ponta Grossa. Laurita afirma que é preciso, antes de tudo, ter um pouco de paciência com a situação. “Os jovens ficam sempre alcoolizados nas festas e acabam perturbando os vizinhos, não há muito que fazer ou como proibir”, lamenta.
 
Ela acrescenta que o dinheiro dos alugueis não vêm apenas de baladas ou festas do tipo, embora essas locações sejam a maior fonte de arrecadação para a entidade. “Também emprestamos o salão da Associação de Moradores da Palmeirinha para bazares, que ocorrem constantemente”, lembra.
 
Laurita friza que o dinheiro é importante para a sobrevivência e manutenção do salão. “Precisamos manter o salão da entidade em condições apropriadas para que os moradores possam usufruir do lugar”, argumenta.
Durante a apuração e gravação da reportagem para o site Portal Comunitário, vizinhos da Associação de Moradores da Palmeirinha, na Nova Rússia, se encontraram com integrantes da diretoria. O encontro ocorreu, ocasionalmente, em frente à sede da entidade.
 
 Eles discutiram os problemas por quase uma hora. Os moradores se mostraram insatisfeitos com o modo de utilização do espaço, principalmente aos finais de semana. As principais reclamações eram o barulho das festas e também por causa do lixo que fica em frente ao salão depois que os eventos se encerram.
 
De acordo com a moradora Maria Sakaguchi, a postura da Associação tem sido desrespeitosa com a vizinhança. “Já reclamei para a presidência e de nada adiantou”, relata. Ela afirma que chegou a procurar a Prefeitura de Ponta Grossa para ver se o problema poderia ser resolvido por ela. “Mas disseram que a própria entidade é quem deve resolver a situação”, acrescenta.
 
O vizinho, Wilson da Silva, também conta que fez o mesmo que Maria, mas que também não obteve sucesso. A presidente substituta, Laurita Hilgemberg, promete que vai tentar acabar ou, pelo menos, diminuir as reclamações. “Vamos tentar fiscalizar mais os horários e também verificar se há lixo em frente ao espaço da Associação depois das festividades”, diz.
 
Laurita pede aos moradores um pouco de paciência. Ela lembra que a Associação é uma entidade criada para os próprios moradores da Palmeirinha. “Todos têm o direito de utilizá-la, mas com responsabilidade e sem incomodar as pessoas. Mas também não podemos esquecer que é impossível agradar a todo mundo”, ressalta.

A Sanepar voltou a abastecer na quarta-feira (25/03) os pontos da Vila Hilgemberg que ficaram três dias inteiros sem água. Os moradores atearam fogo em pneus e bloquearam a Rua Paes de Andrade para chamar a atenção da empresa, que não atendia às reclamações.