alerta-10-04-09Zenilda Ferraz explica os cuidados que uma pessoa deve ter ao passar por uma cirurgia de redução de estômago. Entre as precauções estão o acompanhamento médico e a dieta exigida no pós-operatório. A fundadora e atual presidente da ONG também alerta sobre os problemas de saúde acarretados pela obesidade.

 

 

A obesidade é uma doença crônica que se caracteriza pelo acúmulo de gordura corporal associada a vários problemas de saúde. De acordo com os dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), até o ano de 2007 o Brasil possuía cerca de 18 milhões de pessoas consideradas obesas.

Em Ponta Grossa, não existem números a respeito de quantas pessoas sofrem com a doença. Porém há na cidade o Instituto Social Obesos Alerta, que auxilia na prevenção, orientação e tratamento daqueles que estão acima do peso.

A fundadora e presidente da instituição, Maria Zenilda Ferraz, chegou a pesar 148 quilos e, devido a vários problemas de saúde – decorrentes da obesidade –, optou por se submeter à cirurgia bariátrica, conhecida popularmente como cirurgia de redução do estômago.

Zenilda conta que 17 anos atrás não tinha problemas com a balança. Mas, com a tendência para engordar e passando por distúrbios hormonais e psicológicos, acabou ganhando bastante peso.

Ela tentou emagrecer de várias maneiras, como dietas por conta própria, tratamentos e remédios. Entretanto esses métodos não deram resultados positivos e ainda acarretaram problemas cardíacos. A solução encontrada foi recorrer à cirurgia bariátrica, que aconteceu no final de 2006.

A cirurgia não oferece grandes riscos se o paciente tomar as devidas precauções. Antes da operação, deve haver um acompanhamento médico e psicológico para garantir que o paciente está preparado para enfrentar o procedimento.

Os cuidados do pós-operatório também são importantes, principalmente durante os primeiros 40 dias. Neste período deve-se seguir a dieta balanceada indicada pela nutricionista.

A dieta é dividida em três etapas: na primeira só é permitida a ingestão de líquidos; na segunda a pessoa começa a ingerir alimentos pastosos como legumes batidos e amassados; já na terceira está liberada, aos poucos, a mastigação.

Desde que fez a cirurgia, Zenilda já perdeu 56 quilos. Porém ela alerta que este procedimento é recomendado apenas nos casos extremos.

“A cirurgia não é um bicho de sete cabeças. Se me perguntassem se eu faria de novo, se eu precisasse, eu faria tudo de volta”, afirma.