Pacientes que aguardam pela cirurgia de redução de estômago tem que ter paciência e torcer para que a situação não se agrave, pois a espera pode durar anos.

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122 kg, pedra no rim, problemas no joelho, de circulação e no sangue. Esta é a realidade de Camila Ribeiro, de 22 anos. Depois que engravidou da primeira filha, há três anos, ganhou 60 kg e não conseguiu mais voltar ao peso normal. “Não sei o que aconteceu, só sei que cheguei nessa situação e não tem volta”, conta Camila.

Para se livrar da obesidade, Camila já passou por todas as fases preliminares à intervenção cirúrgica: dieta, exercícios físicos, medicação, acompanhamento de endocrinologista, nutricionista e psicólogo. Entretanto, nada foi capaz de diminuir seu peso.

Agora, a única saída é a cirurgia bariátrica, ou seja, reduzir o tamanho do estômago. O preço, porém, pode chegar a R$ 12 mil em Ponta Grossa.  Isso sem contar os exames, os medicamentos, o pós-operatório e as cirurgias plásticas que vem a seguir.

“Se eu precisasse para hoje, para agora, não teria dinheiro pra fazer esta cirurgia”, diz. A operação é bancada pelo SUS - Sistema Único de Saúde. Porém, dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) apontam que a espera na fila é responsável por mais mortes do que o pós-operatório. De acordo com a mesma entidade, em 2011 foram realizadas 72 mil cirurgias pela rede particular e suplementar e 5.332 pela rede pública.

Segundo o Instituto Obesos Alerta, de Ponta Grossa, seis ponta-grossenses, ligados à ONG, aguardam na fila do sistema público. “As principais dificuldades são em relação à demora e à aprovação. Depois de todos os exames prontos, um auditor do SUS avalia a situação e diz que a cirurgia será realizada ou não”, explica a presidente da ONG, Zenilda Ferraz.

A cirurgia de Camila foi aprovada no final de 2011. Entretanto, só para 9 de agosto de 2013.

 

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Arquivo Comunitário:

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Bastidores da reportagem: 

Afonso Verner: http://afonsoverner.blogspot.com.br/
Eduardo Godoy: http://oquixotesco.wordpress.com/